Enquanto o ateu chega a negar a existência de Deus, o agnóstico
afirma que não se sabe nada acerca de Deus, a começar pela sua
existência, uma vez que não se trata de algo que, segundo ele, se
possa demonstrar pela razão.
No fundo, tanto o ateu como o agnóstico vivem «como se Deus não
existisse» (ateísmo prático), confiando apenas na razão (às
vezes, apenas na ciência, mais do que na razão, que não são a
mesma coisa).
Sem dúvida, pode haver ateus ou agnósticos que vivem corretamente,
como o demonstra a experiência, tal como pode haver gente que se
ufana de ser muito religiosa e, ao mesmo tempo, age mal (corrupção,
violência doméstica, infidelidade, por exemplo), não sendo
consequente com a fé que professa.
Na verdade, a má conduta dos crentes é uma das causas mais comuns
que favorecem o ateísmo e o agnosticismo (indiferença religiosa).
Não é raro escutar expressões como esta: «Para que me serve ir à
Igreja, se os que lá vão são piores do que eu?»
Tendo, portanto, isso em consideração, não se pode pensar que
todos os ateus ou agnósticos são maus, nem, consequentemente,
apressar-nos a condená-los. Possivelmente, não negam Deus
verdadeiro, isto é, Deus que existe realmente e está na origem de
tudo, mas recusam a caricatura de Deus como lhes é apresentada por
muitos «crentes de fachada», em geral sem instrução na fé e sem
vida cristã.
Em suma: Quem procura a verdade com sinceridade encontra-a. E com a
verdade acha-se a paz da alma e a verdadeira liberdade de espírito
(cf. Jo 8, 32), que é o que mais interessa.

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