Ateísmo e agnosticismo. Qual é a diferença entre ateísmo e agnosticismo?


Enquanto o ateu chega a negar a existência de Deus, o agnóstico afirma que não se sabe nada acerca de Deus, a começar pela sua existência, uma vez que não se trata de algo que, segundo ele, se possa demonstrar pela razão.

No fundo, tanto o ateu como o agnóstico vivem «como se Deus não existisse» (ateísmo prático), confiando apenas na razão (às vezes, apenas na ciência, mais do que na razão, que não são a mesma coisa).

Sem dúvida, pode haver ateus ou agnósticos que vivem corretamente, como o demonstra a experiência, tal como pode haver gente que se ufana de ser muito religiosa e, ao mesmo tempo, age mal (corrupção, violência doméstica, infidelidade, por exemplo), não sendo consequente com a fé que professa.

Na verdade, a má conduta dos crentes é uma das causas mais comuns que favorecem o ateísmo e o agnosticismo (indiferença religiosa). Não é raro escutar expressões como esta: «Para que me serve ir à Igreja, se os que lá vão são piores do que eu?»

Tendo, portanto, isso em consideração, não se pode pensar que todos os ateus ou agnósticos são maus, nem, consequentemente, apressar-nos a condená-los. Possivelmente, não negam Deus verdadeiro, isto é, Deus que existe realmente e está na origem de tudo, mas recusam a caricatura de Deus como lhes é apresentada por muitos «crentes de fachada», em geral sem instrução na fé e sem vida cristã.

Em suma: Quem procura a verdade com sinceridade encontra-a. E com a verdade acha-se a paz da alma e a verdadeira liberdade de espírito (cf. Jo 8, 32), que é o que mais interessa.
(Excerto do livro Buscando a Dios, pp. 5-6, do P.e Flaviano Amatulli Valente, fmap).

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