Decálogo para bem interagir quando vierem as férias

Nos meses de verão, em que, com muita responsabilidade e todos os cuidados de saúde recomendados, poderemos fazer algum turismo. Visitaremos outras terras; poderemos receber visitantes. Como pode esta experiência ser enriquecedora para todos?

1) Dá as boas-vindas
Diz a regra de boa educação que quem chega a um lugar tem a obrigação de cumprimentar os que lá estão. Os turistas costumam fazê-lo. E, habitualmente, segue-se um pedido de ajuda, de esclarecimento. Então, ouvi-los, oferecer-lhes rasgos de amizade, como o sorriso, a amabilidade, é fazer com que mais importante do que cumprir uma obrigação, exista realmente uma experiência de intercâmbio entre pessoas.
Depois disso, pode ser possível marcar novos encontros, ouvi-los contar a sua história, partilhar costumes culturais, etc. Festas, convívios, peças de teatro, acontecimentos desportivos, aventuras na Natureza, romarias e celebrações religiosas são ocasiões para novos encontros.

2) Conhece-te no encontro com o migrante
Aprendemos, desde crianças, a etiquetar as coisas e as pessoas. E na origem dessa classificação estão dois sentimentos: gosto ou não gosto. Por vezes, já não se reflete e age-se apenas por preconceito. Se é africano, é… Se é americano, é… Se é sueco, é… Para aceitar o lado surpreendente que há nos outros, é preciso conhecer o que temos de melhor, para querer que os outros gostem de nos conhecer, e também reconhecer aquilo que devemos mudar em nós.

3) Cria laços
Há turistas que vêm de países ricos e outros de países pobres. Mas em todos existem projetos atraentes. Podem ser na área do desporto, das ciências, do voluntariado, da ajuda humanitária, da proteção das mulheres e ou das crianças, da preservação do ambiente. Procura conhecer e dispõe-te a apoiar associações, movimentos, organismos envolvidos nesses projetos.

4) Os teus contemporâneos
Interessa-te, em particular, por conhecer os turistas da tua geração. Partilha conhecimentos com eles e falem de como vivem a mesma etapa.

5) Promove a participação dos turistas
Achas que os turistas vêm apenas ver o lado bonito de Portugal? Talvez não seja só assim. Ou, pelo menos, não é a intenção de todos. Muitos são sensíveis, em particular, aos esforços de integração das diferentes etnias e culturas. Há santuários, bairros típicos, associações de estrangeiros… Mostra-lhes isso. Convida-os a participar na tua paróquia, em alguma coletividade…

6) Faz que se cumpram as leis
Os turistas têm a obrigação de conhecer minimamente a legislação dos países de destino, mas é impossível saberem tudo. Informa-os, se necessário. E também há turistas mal-intencionados: roubam, traficam droga, pertencem a redes de tráfico de pessoas ou de exploração sexual, etc.

7) Diz «não!» ao trabalho ilegal
Alguns dos que chegam com visto de turistas vêm fazer trabalho nas suas férias, procuram algum conforto financeiro. Contudo, não faltam pessoas e empresas sem escrúpulos que exploram a mão-de-obra. Denuncia. Não sejas cúmplice.

8) Organiza um álbum de memórias
Não se trata de andar com máquina fotográfica, qual paparazzo. Limita-te às convivências pessoais. Relata num diário as peripécias que vives com os turistas e ilustra-as com fotos. Até podem fazer uma espécie de diário em conjunto. Quando partirem, os novos amigos podem levar um exemplar.

9) Programa o próximo ano
Há programas de intercâmbio cultural e turístico, em que uma das vertentes é poder receber em casa estrangeiros ou poder ser alojado noutro país. Existem acasos em que, depois de um primeiro encontro, pela simpatia nascida, um turista acabe por ter alojamento na casa daquele que acaba de conhecer. Dispõe-te a esses imprevistos. Mas se desejas esta experiência, o melhor é programar com antecedência.

10) Contribui para a mudança
Há turistas que não são bem turistas, mas refugiados à procura de asilo. Se conheceres algum destes casos, sabe que em Bobadela, nos arredores de Lisboa, e no Parque da Bela Vista, na capital, existem centros para refugiados e para crianças refugiadas em particular.

Fêjó

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