Tema deste 6.º Domingo da Páscoa: «Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Se Me amais…»


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se Me amais, guardareis os meus mandamentos. E quem Me ama será amado por meu Pai e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele.»

Meditação
Durante a última ceia, Jesus anunciou aos discípulos a sua partida, deixando-lhes as suas últimas recomendações. Também lhes deixou esta muito especial: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos”. No final do evangelho de João, Jesus ressuscitado perguntou por três vezes a Pedro: “Tu amas-me?”. A base da nossa fé, da nossa vida cristã, é o amor ao nosso Mestre, na mesma medida do seu, ou seja, capaz de dar a vida, simplesmente por doação.

O discípulo amado é alguém que nunca se sente abandonado pelo mestre. Como poderia Jesus abandonar os seus? Como os poderia deixar desprotegidos, em situação de orfandade, vulneráveis? O seu Espírito habita em nós e Ele próprio voltará para junto de nós. Que quando Ele voltar, nos encontre entusiasmados na sua missão que um dia nos confiou.

A intimidade entre o Pai e o Filho, que levou a cumprimento a missão salvadora de Jesus, é a mesma intimidade que deve existir entre Jesus e os seus discípulos para levar a cumprimento a “guarda” dos mandamentos que Jesus deixou: “Amai-vos como Eu vos amei”. Se assim atuarmos, estaremos em Jesus e Jesus em nós. Quanto privilégio!

Saber que Jesus não está fisicamente presente entre nós, não nos deve deixar mais descuidados na realização da Sua vontade. Pelo contrário, saber que estará ausente, por longo tempo, deve despertar o melhor de nós, colocar os nossos talentos ao serviço da missão, para que quando Ele regresse nos encontre vigilantes, ocupados nas coisas do Pai.

Oração
“Senhor, tu sabes que te amo”, ainda que o meu amor tenha traços de egoísmo; mas amo-te, Senhor, com todas as forças, com todo o meu ser. Por isso, guardo com alegria e responsabilidade os teus mandamentos no meu coração, guardo-os na minha família, guardo-os na minha comunidade e no meu trabalho. Que eles nos transformem todos os dias, em melhores discípulos teus.

Em momentos difíceis, por vezes sentimos o abandono de alguns abraços; mas Tu estás sempre connosco; o Teu Espírito guia os nossos passos, a Tua voz guia as nossas acções. Ajuda-me, Senhor, a estar atento na minha comunidade cristã, para que ninguém se sinta órfão de Ti, órfão dos meus abraços.

Senhor Jesus, como Tu estás no Pai, assim nós estamos em Ti. Tal como realizaste a missão que o Pai te confiou, assim nós estamos comprometidos na missão que nos confiaste, com a nossa vida, com os nossos êxitos e fracassos, com o nosso entusiasmo e com a nossa inércia; mas sempre, Senhor, contigo, porque tu estás em nós e nós em ti.

A base da nossa vida de fé é o amor: a Ti, Senhor, e aos irmãos. Que bom é o Teu amor, ó Pai; que bom é o Teu abraço, o Cristo; que bom é o Teu coração, ó Espírito. Como não amar-Vos, que me amaram primeiro e de modo tão extremo? Como não amar-Te, Jesus, tu que quiseste ser um de nós, apenas por amor? Continua a manifestar-Te em nós, Jesus, para que o Teu mandamento novo do amor, seja ilimitado como o teu amor por nós.

Ação
Pouco antes, Jesus havia dito: “Dou-vos um mandamento novo: amai-vos, como eu vos amei”. Vamos hoje guardar este mandamento: amar, olhar, actuar com os outros, com o mesmo amor de Jesus.

Haverá, certamente, pessoas a meu lado que se sentem órfãs, pelas dificuldades que possam estar a atravessar. Jesus colocou-nos a seu lado… com um propósito. Que eles não se sintam órfãos do meu abraço.

Nós somos os braços de Jesus na terra. Vou utilizar as minhas mãos como se fossem as mãos de Jesus: mãos que se estendem para acolher, para ajudar a levantar, para transformar, para abraçar…

O mandamento de Jesus é o serviço. Fazer o mesmo que Jesus é prova do nosso amor. Até onde vai o meu amor por Jesus? A capacidade de “servir” os meus irmãos será a medida desse amor. Prova o teu amor a Jesus, servindo o teu irmão.

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