Pré-adolescentes perguntaram a adolescentes «Porque se afastam da Igreja; porque se afastam de Deus?» Eis as respostas
A catequista coordenadora mandou uma mensagem apreensiva aos demais catequistas: «Se os nossos adolescentes já quase não vinham à catequese, será que voltam quando recomeçarmos as atividades paroquiais interrompidas?»
É certo que as catequistas se empenharam em manter contacto com os catequizandos, dinamizaram mil e uma atividades pela Internet, e até se criou o projeto Catequese em Nossa Casa, mas isso não dissipou os temores.
Neste contexto, um grupo de pré-adolescentes (9-12 anos) fez uma pesquisa a adolescentes (13-17 anos). Quiseram saber «porquê os adolescentes se afastam da Igreja; porque se afastam de Jesus Cristo». As respostas apresentaram diversos motivos:
— más companhias;
— pressões da sociedade, baseadas na ideia de que manter-se na Igreja é manter-se criança
— outras atrações, como a diversão associada à música, barulho, luzes, cores, sabores, e em grupo, nos bares, discotecas ou simplesmente a ouvir nos telemóveis
— distrações com a Internet
— namoro, mais ainda quando um deles é descrente
— deceção com a igreja (mexericos, divisões, injustiças, escândalos...)
— dificuldade de acreditar em Deus, por causa de sofrimento, guerras, doenças...
— família, quando os pais não são praticantes ou são ateus
— mudanças de residência (para continuar estudos, por exemplo), com quebra de hábitos, por se terem perdido os vínculos.
Com base nestas respostas, fez-se um debate em grupo na rede. Vários assinalaram que eram razões dignas. Mas outros argumentaram que eram desculpas e não razões: «São desculpas, porque os motivos apresentados para o afastamento parecem livrar o adolescente de qualquer responsabilidade. A culpa parece ser sempre de outros.»
Seguindo esta perspetiva, disse-se que o adolescente afasta-se de Jesus Cristo por escolha livre e pessoal. Os motivos referidos podem influenciar, mas só se tornam reais com
consentimento e adesão. O adolescente só se afasta do Senhor por passar a simpatizar com o que ele vê como mais valioso nas alternativas.
E o debate concluiu que, como humanos, procuramos o que nos faz sentir bem: emoções, pessoas, ideias. Todavia, neste mundo, tudo pode iludir, mas também dececionar e provocar sofrimento. Deus, ao contrário, da primeira à última página da Bíblia, revela-se como quem dignifica, preenche, dá sentido à vida.
Como desafio para tarefa em casa, convidou-se os catequizando a ler os capítulos dois e três do livro dos Génesis. Ver Deus a educar os seus filhos Adão e Eva. E, depois, refletir sobre como reagiu o casal humano.
É certo que as catequistas se empenharam em manter contacto com os catequizandos, dinamizaram mil e uma atividades pela Internet, e até se criou o projeto Catequese em Nossa Casa, mas isso não dissipou os temores.
Neste contexto, um grupo de pré-adolescentes (9-12 anos) fez uma pesquisa a adolescentes (13-17 anos). Quiseram saber «porquê os adolescentes se afastam da Igreja; porque se afastam de Jesus Cristo». As respostas apresentaram diversos motivos:
— más companhias;
— pressões da sociedade, baseadas na ideia de que manter-se na Igreja é manter-se criança
— outras atrações, como a diversão associada à música, barulho, luzes, cores, sabores, e em grupo, nos bares, discotecas ou simplesmente a ouvir nos telemóveis
— distrações com a Internet
— namoro, mais ainda quando um deles é descrente
— deceção com a igreja (mexericos, divisões, injustiças, escândalos...)
— dificuldade de acreditar em Deus, por causa de sofrimento, guerras, doenças...
— família, quando os pais não são praticantes ou são ateus
— mudanças de residência (para continuar estudos, por exemplo), com quebra de hábitos, por se terem perdido os vínculos.
Com base nestas respostas, fez-se um debate em grupo na rede. Vários assinalaram que eram razões dignas. Mas outros argumentaram que eram desculpas e não razões: «São desculpas, porque os motivos apresentados para o afastamento parecem livrar o adolescente de qualquer responsabilidade. A culpa parece ser sempre de outros.»
Seguindo esta perspetiva, disse-se que o adolescente afasta-se de Jesus Cristo por escolha livre e pessoal. Os motivos referidos podem influenciar, mas só se tornam reais com
consentimento e adesão. O adolescente só se afasta do Senhor por passar a simpatizar com o que ele vê como mais valioso nas alternativas.
E o debate concluiu que, como humanos, procuramos o que nos faz sentir bem: emoções, pessoas, ideias. Todavia, neste mundo, tudo pode iludir, mas também dececionar e provocar sofrimento. Deus, ao contrário, da primeira à última página da Bíblia, revela-se como quem dignifica, preenche, dá sentido à vida.
Como desafio para tarefa em casa, convidou-se os catequizando a ler os capítulos dois e três do livro dos Génesis. Ver Deus a educar os seus filhos Adão e Eva. E, depois, refletir sobre como reagiu o casal humano.
Fernando Félix, em revista Audácia junho 2020

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