Certas regiões do corpo ficam mais ativadas ou desativadas quando sentimos uma destas treze emoções

As emoções traduzem-se em sensações no corpo. Um estudo elaborou mapas corporais de treze emoções. Um exemplo clássico referido no artigo é o formigueiro no estômago associado ao início sempre surpreendente do amor.

A equipa que fez a investigação, da Universidade da Tampere, na Finlândia, começou por estudar as regiões do corpo que ficavam mais ativadas ou desativadas quando as pessoas sentiam treze emoções: raiva, medo, nojo, felicidade, tristeza, surpresa, ansiedade, amor, depressão, desprezo, orgulho, vergonha, inveja.

Para isso, os investigadores pediram primeiro a um grupo de 390 pessoas para fazerem um jogo simples. Num programa de computador, os participantes liam a palavra correspondente a uma emoção para depois pintarem num corpo desenhado as regiões que sentiam ficar mais ativadas e aquelas que sentiam ficar menos ativadas durante essa emoção. Esta primeira experiência foi feita em finlandeses, suecos e tailandeses para verificar se a linguagem tinha influência e se havia diferenças culturais nas sensações no corpo.

Depois, a equipa quis perceber se as sensações pintadas no corpo traduziam uma ideia racionalizada de cada participante sobre o que se deveria sentir no corpo quando se estava com raiva ou feliz, ou se era efetivamente aquilo que os participantes estavam a sentir.

Como resultado do conjunto de experiências, os investigadores conseguiram criar, para cada uma das emoções enumeradas em cima, um mapa com a ativação e a descativação das regiões do corpo humano, que se mostrou semelhante, independentemente da nacionalidade ou da forma como a emoção foi suscitada. 

Os mapas mostram que cada uma das 13 emoções tem um mapa corporal diferente, que se repete em cada cultura. Isto sugere que as emoções básicas [raiva, medo, nojo, felicidade, tristeza e surpresa, as outras sete já são ‘emoções complexas’] podem ter uma raiz biológica e uma base evolutiva.

No artigo, os cientistas descrevem que, na maioria das emoções básicas, há uma “atividade elevada” na área do peito, associada ao aumento de respiração e do ritmo cardíaco. 

Há também muitas sensações na região da cabeça, que provavelmente refletem a contração dos músculos, o aumento da temperatura quando se cora ou a produção de lágrimas, ou mudanças sentidas na mente provocadas por acontecimentos emocionais: baralhação, euforia…

Já a região do estômago aparece ativa quando as pessoas sentem nojo.

E a atividade nos membros aumenta em emoções associadas à ação, como a felicidade ou a raiva. Em contraste, algumas das característica que definem a tristeza são as pernas os braços adormecidos.

Ler artigo completo, de Nicolau Ferreira, no jornal Público, aqui: Mapa corporal das emoções é universal quando estamos felizes, zangados ou tristes

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