Jeffrey Sachs, norte-americano, é um dos economistas mais conceituados do mundo. Politicamente liberal, é conhecido pelo seu trabalho como conselheiro económico de diversos países.
Actualmente, trabalha como professor na Universidade de Columbia.É também conhecido pelo seu trabalho em agências internacionais para a redução da pobreza, o cancelamento da dívida e o controlo de doenças, especialmente a SIDA, nos países subdesenvolvidos. É o diretor da Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, bem como uma autoridade global em questões de pobreza.
Deu uma entrevista a Óscar Gamboa Zúñiga, publicada por El Espectador, cuja versão em português pode ser lida aqui:
Uma das perguntas:
Suas propostas foram criticadas porque se baseiam fundamentalmente na ajuda internacional ao desenvolvimento. Seus oponentes dizem que os planos de países em desenvolvimento não devem ser formulados a partir de escrivaninhas em Nova York ou Washington, já que o desenvolvimento é uma questão complexa, sempre local e comunitária, ou seja, cada país deve encontrar seu próprio caminho partindo da idiossincrasia, cultura e valores locais. Como responde a essa crítica?
Acredito na solidariedade global. Se os ricos estão nos Estados Unidos, Europa e China, é cruel dizer aos pobres da África, Ásia e América Latina que resolvam os seus próprios problemas. Claro, as soluções devem ser adaptadas localmente, mas o financiamento deve ser global. Sim, sou criticado por esse ponto de vista. Mais uma vez, critico o meu próprio país pelo seu notável egoísmo para com o resto do mundo.

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