Porque «o que a Igreja crê, a Igreja ora. E o que a Igreja ora, a Igreja crê», o novo Missal italiano quer ser uma escola para a comunidade
A nova - é a terceira - edição italiana do Missal Romano de Paulo VI (que foi publicado a 3 de abril de 1969) traz
algumas novidades. O novo livro litúrgico passa a ser obrigatório a partir da
Páscoa de 2021 (a 4 de abril), mas já pode ser utilizado nas comunidades
cristãs. Muitas dioceses ou regiões eclesiásticas decidiram adotar a nova
tradução no primeiro domingo do Advento, 29 de novembro.
A revisão italiana do Missal resultante do Concílio vem dezoito anos depois da terceira edição típica latina do Missale Romanum, lançada pela Santa Sé em 2002, que já contém muitas mudanças.
A complexa
operação coordenada pelo Conferência Episcopal Italiana (CEI) contou com a entreajuda
de numerosos especialistas e a Comissão Episcopal para a Liturgia até a
aprovação do texto definitivo pela Assembleia Geral dos Bispos italianos em
novembro de 2018. Então, após a aprovação do Papa Francisco, o Cardeal
Presidente Gualtiero Bassetti promulgou o Missal a 8 de setembro de 2019. E em
29 de agosto transato, a primeira cópia foi entregue ao Papa.
Análise das alterações
A maioria das alterações diz respeito às fórmulas que respeitam aos clérigos ou presidentes das celebrações. E são poucos os ajustes que terão de ser aprendidos por toda a assembleia.
Na Saudação de Entrada, por exemplo, assume uma construção semelhante ao ritual usado em Portugal: «A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão de Espírito Santo estejam convosco!»
O ato penitencial foi revisto com um acréscimo inclusivo: ao lado da palavra "irmãos" haverá "irmãs": «Confesso a Deus Todo-Poderoso e a vós, irmãos e irmãs...» Depois: «E rogo à sempre bendita Virgem Maria, aos anjos, aos santos e a vós, irmãos e irmãs...»
O Glória tem uma nova formulação: «Paz na terra aos homens amados pelo Senhor.» Uma revisão que substitui «homens de boa vontade» e que quer ser mais fiel ao grego original do Evangelho.
Depois da oração sobre as ofertas, o sacerdote, enquanto lava as mãos, sussurrará: «Lava-me, Senhor, da minha culpa, do meu pecado, torna-me puro.» Em seguida, ele convidará a assembleia a rezar dizendo: «Orai, irmãos e irmãs, para que esta nossa família, reunida pelo Espírito Santo em nome de Cristo, possa oferecer o sacrifício agradável a Deus Pai Todo-Poderoso.»
Na oração eucarística I, na consagração, depois do Santo, o sacerdote dirá: «Verdadeiramente santo és, Pai...». E ele continuará: «Santifica estes dons com o orvalho do teu Espírito.»
Na oração eucarística II, na intercessão pela Igreja enfatiza-se a união com «toda a ordem sacerdotal» e diz-se «os sacerdotes e diáconos».
No Cordeiro de Deus, o sacerdote dirá: «Eis o Cordeiro de Deus (...) Bem-aventurados os convidados à ceia do Cordeiro.»
Os ritos de comunhão começam com o Pai Nosso. Nesta oração consta a mudança querida ao Papa Francisco. Não se dirá «E não nos deixes cair em tentação», mas «Não nos deixes cair na tentação». E à expressão «como nós os perdoamos» é acrescentado um «também»: «… como nós também…».
O rito da paz terá como nova redação: «Trocai o dom da paz»,
que substitui no anterior ritual: «Trocai um sinal da paz.» [Em
Portugal, é mais rica a fórmula: «Saudai-vos na paz de Cristo.»]
E na despedida final haverá uma nova fórmula: «Ide e proclamai o Evangelho do Senhor.»

Isto é de uma pessoa se mandar ao chão a rir!!! (ou a chorar...) Continuam a gastar tempo com o palavreado...
ResponderEliminarMas gostei da última frase: «Ide e proclamai o Evangelho do Senhor.» (o problema é que ninguém dá o que não tem... )