O compromisso de se desfazer dos combustíveis fósseis surge após a publicação do primeiro guia operacional do Vaticano sobre ecologia. Estas diretrizes, que foram emitidas em conjunto por todos os dicastérios do Vaticano, incentivam os católicos a evitar investimentos em empresas que «prejudiquem a ecologia humana ou social (por exemplo, por meio do aborto ou do comércio de armas) ou ecologia ambiental. (por exemplo, pelo uso de combustíveis fósseis)».
No contexto de maciços investimentos domésticos em resposta à crise da covid-19 e à sua recuperação, o destino dos novos investimentos é ainda mais significativo: há a oportunidade de apoiar indústrias que, em conjunto, protegem o emprego e a saúde humana, como a indústria de energia limpa.
O compromisso dos católicos com a energia limpa faz parte da
tradição da Doutrina Social da Igreja. Em 1970, São Paulo VI, papa, afirmou que
«tudo se relaciona [...] segundo o desejo amoroso do Criador», e alertou para o
perigo de «conduzir a uma verdadeira catástrofe ecológica». Por sua vez, o Papa
Francisco, na Laudato Si', lembra que «tudo está interligado numa única
e complexa crise socioambiental» e acrescenta que «ainda não temos a cultura
necessária para a enfrentar».
Até o momento, perto de 400 instituições religiosas
desfizeram-se dos combustíveis fósseis. A lista completa das instituições
católicas está aqui: instituições católicas, protestantes e judaicas constituem o maior desinvestimento conjunto de combustíveis fósseis
O padre Manuel Enrique Barrios Prieto, secretário-geral da
Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (COMECE), declarou: «A
COMECE junta-se ao movimento católico de desinvestimento nos combustíveis
fósseis. Também encorajamos outros a juntarem-se a nós na toma de medidas
concretas para resolver a crise climática. Os compromissos do Acordo Climático
de Paris são importantes, e o Green Deal Europeu é uma forma de o fazer.
Resolver a crise climática protege a família humana dos perigos de um mundo em
aquecimento, e agora ações decisivas são mais necessárias do que nunca.»
Religión Digital. Tradução: Wagner Fernandes de Azevedo

Ao entrar na lista, vi, com muita pena, que apenas um país de língua portuguesa ali conste: Angola!
ResponderEliminarÉ preciso divulgar mais para que muitas mais instituições adiram.