Peço pelo dom de ser capaz de distinguir entre o
que posso querer e o que realmente preciso, pela graça de ser capaz de viajar
com pouco peso na minha viagem ao longo da vida.
Uma
reflexão para o caminho
Já alguma vez me sentei em cima de uma mala a abarrotar, para a tentar fechar? Ou já alguma vez voltei de férias e só então percebi que não usei metade do que levei? Tenho sempre a tentação, quando preparo uma viagem, de levar muito mais do que preciso, numa tentativa de ser capaz de responder a qualquer eventualidade. É uma das maneiras de lidar com alguma da ansiedade causada por sair de casa, abandonando (mesmo que temporariamente) tudo o que é familiar e confortável.
Porém, especialmente quando se faz uma peregrinação a pé, levar muitas coisas vai tornar-me mais lento e cansar-me mais rapidamente. Por isso é importante verificar cada coisa que me proponho levar. Preciso realmente disto ou passo sem ele? Poderei encontrar ao longo do caminho muito do que vou precisar? Viajar com esta disposição exige uma certa confiança. Mas se eu conseguir essa confiança, a viagem será provavelmente mais fácil e mais aprazível.
Penso na minha viagem entre hoje e o Natal, ou, de maneira mais abrangente, no momento da minha vida em que me encontro neste momento.
Do que é que verdadeiramente preciso de transportar comigo? Haverá coisas, pessoas, situações que será melhor deixar para trás? Haverá alguma coisa a ser dita para viajar um pouco mais leve?
Uma
passagem bíblica para o caminho
No capítulo 9 do Evangelho segundo Lucas, vejo como Jesus envia alguns dos seus seguidores mais próximos na sua primeira viagem missionária. Ele instrui-os a levar poucas coisas, assegurando-lhes que tudo o que precisarem lhes será providenciado:
«Nada leveis para o caminho: nem cajado, nem alforge, nem pão, nem dinheiro; nem tenhais duas túnicas. Em qualquer casa em que entrardes, ficai lá até ao vosso regresso.» (Lucas 9, 3-4).
Parece algo impraticável, idealista? É.
No entanto, como é que esta passagem me pode ajudar a conter a muito humana tendência de tentar levar demasiadas coisas, quando penso na minha própria viagem?
Palavras
para a viagem
Bom Deus,
pediste aos teus seguidores para viajarem com poucas coisas,
confiando que o que precisassem ser-lhes-ia dado no caminho.
Ajuda-me a pousar alguns dos pesos a que me agarro,
confiando que nada me faltará
na minha viagem para ti e contigo.
Já alguma vez me sentei em cima de uma mala a abarrotar, para a tentar fechar? Ou já alguma vez voltei de férias e só então percebi que não usei metade do que levei? Tenho sempre a tentação, quando preparo uma viagem, de levar muito mais do que preciso, numa tentativa de ser capaz de responder a qualquer eventualidade. É uma das maneiras de lidar com alguma da ansiedade causada por sair de casa, abandonando (mesmo que temporariamente) tudo o que é familiar e confortável.
Porém, especialmente quando se faz uma peregrinação a pé, levar muitas coisas vai tornar-me mais lento e cansar-me mais rapidamente. Por isso é importante verificar cada coisa que me proponho levar. Preciso realmente disto ou passo sem ele? Poderei encontrar ao longo do caminho muito do que vou precisar? Viajar com esta disposição exige uma certa confiança. Mas se eu conseguir essa confiança, a viagem será provavelmente mais fácil e mais aprazível.
Penso na minha viagem entre hoje e o Natal, ou, de maneira mais abrangente, no momento da minha vida em que me encontro neste momento.
Do que é que verdadeiramente preciso de transportar comigo? Haverá coisas, pessoas, situações que será melhor deixar para trás? Haverá alguma coisa a ser dita para viajar um pouco mais leve?
No capítulo 9 do Evangelho segundo Lucas, vejo como Jesus envia alguns dos seus seguidores mais próximos na sua primeira viagem missionária. Ele instrui-os a levar poucas coisas, assegurando-lhes que tudo o que precisarem lhes será providenciado:
«Nada leveis para o caminho: nem cajado, nem alforge, nem pão, nem dinheiro; nem tenhais duas túnicas. Em qualquer casa em que entrardes, ficai lá até ao vosso regresso.» (Lucas 9, 3-4).
Parece algo impraticável, idealista? É.
No entanto, como é que esta passagem me pode ajudar a conter a muito humana tendência de tentar levar demasiadas coisas, quando penso na minha própria viagem?
Bom Deus,
pediste aos teus seguidores para viajarem com poucas coisas,
confiando que o que precisassem ser-lhes-ia dado no caminho.
Ajuda-me a pousar alguns dos pesos a que me agarro,
confiando que nada me faltará
na minha viagem para ti e contigo.

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