A fé, como encontro pessoal com Deus criador, sustentador e salvador, como experiência fundadora e transformadora que sustenta o estilo de vida, é as raízes.
O tronco é a religião: ritos, tradição, normas morais, organização.
A espiritualidade é os ramos, a dimensão criativa de toda a experiência religiosa que tem raízes profundas.
E as flores e os frutos são as obras e serviços do amor.
Muitas pessoas têm troncos grandes, mas não têm raízes nem ramos. São como galhos que não se sustentam e que uma rajada de ar pode facilmente derrubar. Pensemos nas grandes massas crentes que, diante de certas transformações sociais (por exemplo, revoluções), assumem posições violentas contra a religião, ou simplesmente abandonam suas práticas religiosas e caem na indiferença.
Comentando este exemplo da árvore, perguntei a um aluno: «Para que serve um tronco sem raízes e ramos?»
E ele respondeu: «Para sentar.»
Foi uma imagem muito significativa para mim: serve para sentar, descansar, instalar-se, sentir-se seguro. Somente quando a árvore estiver completa, ela pode convidar-nos a caminhar e pesquisar, à aventura de ser verdadeiramente livres. Para mim, este é o verdadeiro “caminho religioso”.
Manuel de Jesús, OCD, em Eclesalia: https://wp.me/pICCL-53P

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