Num campo de Nazaré cheio de sol, o Menino Jesus brincava muito entretido, amassando barro e fazendo com ele passarinhos de asas abertas que ia dispondo no chão.
Entretanto, passou por ali um homem mau que tentou esmagar os passarinhos de barro com os pés. O Menino Jesus ficou muito aflito e, batendo as suas mãos pequeninas, fez voar para muito longe aquelas avezinhas que, com tanto carinho, modelara.
E foi assim que nasceram as andorinhas.
Um dia, as andorinhas foram poisar sobre o beiral da casa onde vivia Jesus, e, do barro de que foram feitas, contruíram o seu primeiro ninho.
Outras vezes, enquanto Ele brincava, elas vinham rodeá-Lo, voando e saltando, muito alegres, junto d’Ele.
Muito agradecidas a Jesus, por as ter criado, as andorinhas foram sempre acompanhando-O durante a sua vida.
E quando Jesus foi crucificado, as andorinhas foram rodeá-lo e, com os seus pequeninos bicos, tiraram-lhe da coroa os espinhos que tanto magoavam a sua cabeça. Perante tanto sofrimento, as suas asas cobriram-se de luto e assim permaneceram para sempre. Uma mancha avermelhada formou-se no seu pescoço, deixada lá pelo sangue derramado de Cristo.
Por terem aliviado o sofrimento de Jesus Cristo, as andorinhas são consideradas animais sagrados. Isso inclui a proibição de as matar e de destruir os seus ninhos.
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