São José soube ser pai na sombra, trabalhador, cheio de ternura e de coragem.

São José, cujas festas litúrgicas se celebram a 19 de março e a 1 de maio, tem uma função muito importante na história da salvação.
 
Tendo o Papa Francisco proclamado 2021 como Ano Especial de São José, por ocasião do 150.º aniversário da declaração de São José como padroeiro universal da Igreja, cada um de nós é chamado a orar a S. José e a refletir sobre a sua vida.
 
O Papa Francisco inspira-nos com a carta apostólica Com o Coração de Pai. «O objetivo deste documento é aumentar o amor por este grande Santo, para nos sentirmos impelidos a implorar a sua intercessão e para imitarmos as suas virtudes», escreve. Nela, Francisco apresenta-nos São José como o homem que soube ser pai na sombra, trabalhador, cheio de ternura e de coragem.
Selecionei algumas passagens deste documento para a nossa reflexão.
 
Como enfrentar e atravessar uma crise
«Quantos pais, mães, avôs e avós, professores mostram às nossas crianças, com pequenos gestos do dia a dia, como enfrentar e atravessar uma crise, readaptando hábitos, levantando o olhar e estimulando a oração! Quantas pessoas rezam e se sacrificam pelo bem de todos. Todos podem encontrar em São José – o homem que passa despercebido, o homem da presença quotidiana discreta e escondida – um intercessor, um amparo e uma guia nos momentos de dificuldade. São José lembra-nos que aqueles que parecem estar escondidos ou em segundo plano têm um protagonismo sem paralelo na história da salvação.»
 
O dom da fortaleza do Espírito Santo
«José não é um homem resignado. O seu protagonismo é corajoso e forte. O acolhimento é um modo pelo qual se manifesta, na nossa vida, o dom da fortaleza que nos vem do Espírito Santo. Só o Senhor nos pode dar força para acolher a vida como ela é, aceitando imprevistos e desilusões, para que cada um faça as pazes com a sua história, mesmo quando não a compreende totalmente. Longe de nós querer encontrar soluções fáceis. Antes, pelo contrário, a fé que vemos em São José não procura atalhos, mas enfrenta de olhos abertos aquilo que acontece, assumindo pessoalmente a responsabilidade por isso.»

Fernando Félix, em Família Comboniana

Comentários