O progresso intelectual do Ocidente
criou o relativismo, em nome da liberdade de pensamento. Todavia, com o
relativismo, é como se a razão tivesse sido recluída numa prisão. A sociedade
ocidental encontra-se num labirinto de que parece ser difícil sair.
Os mandamentos do relativismo ajudam-nos
a entender a cultura que estamos a viver:
1. «Nada é verdade e nada é mentira, tudo
depende do prisma com que se olha.» Esta frase significa o fim das verdades
absolutas.
2. «É proibido proibir», enunciaram os
do maio francês de 1968.
3. «Tudo é opinável», começaram por assegurar
os profissionais da comunicação social; atualmente, é o modo de operar das
redes sociais.
4. «Os dogmas são inadmissíveis», define
a própria ciência, que se rendeu à inevitabilidade de submeter as suas
descobertas à provisoriedade das hipóteses.
5.
«Liberdade para tudo e para todos, a começar pela liberdade de pensamento.»
6.
«Qualquer ideia ou crença é tão respeitável quanto outra.»
7.
«Eduquemos em liberdade.» O único que importa é a tolerância. A própria liberdade
de expressão pode ser um atentado contra a liberdade alheia, porque pode
influir no interlocutor.
8.
«Não é aceite aquilo que não seja demonstrável.»
9.
«O que se vê, existe, e o que não se vê, não existe.»
10.
«Ninguém pode dizer o que está bem e o que está mal.» É a política da não ingerência.
E os valores morais são interpretados pelos poderosos segundo as conveniências
do momento.
Não
é de estranhar que a sociedade atual sofra de vertigens intelectuais. Os seus sintomas
são: falta de personalidade; acentuada insegurança; complexo de inferioridade;
obsessão pela comparação com os outros; submissão ao julgamento do desempenho;
frustração; satisfação das aspirações próprias e das necessidades imediatas; cálculo
de vantagens e desvantagens.
Acerca
da resposta da fé cristã ao relativismo, ler a FRATELLI TUTTI, capítulo VI,
números 198 a 224.

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