Tenhamos à mão o material necessário: Farinha de
trigo, açúcar, sal, fermento, leite, margarina, chocolate, ovos. Bacia onde
bater bolo, avental, colher de pau, chávena, formas, guardanapos ou pratos e espátula
para cortar o bolo.
Convidemos crianças, adolescentes, adultos, em
separado ou em conjunto, para confecionar o bolo.
Aproveitemos a dinâmica para falar do tema: a
diversidade e complementaridade dos membros do Corpo Místico de Cristo, ao
referir cada um dos ingredientes.
A Bíblia chama a Igreja de várias maneiras: Nação Santa,
Família de Deus, Povo Santo, Rebanho, Israel, Esposa de Cristo, Corpo Místico,
etc. A razão da Igreja ser chamada de múltiplas maneiras é tão só para que
possamos entender melhor o que de facto ela é.
Para nós, hoje, a Igreja é Bolo. A maneira como fazemos
um bolo com diferentes ingredientes, incorporando-os na mesma massa, é
semelhante à maneira como Deus forma a Igreja, chamando diferentes pessoas para
fazerem parte dela.
Na Igreja, vários e diferentes são os membros, porém é
um só corpo, assim como são diferentes e vários os ingredientes que usamos para
fazer um bolo.
Preparação do bolo – entender a Igreja
Começamos o nosso bolo com o açúcar. É o ingrediente que dá carácter ao bolo. Sem ele, a massa viria a ser pão.
Na Igreja, o que nos caracteriza como membros do Corpo Místico de Cristo é o Batismo. É o sacramento que nos põe no caminho da identificação com Jesus Cristo.
O próximo ingrediente são ovos. Mas não os pomos com a
casca. Primeiro, temos de os partir. Imaginem que pomos um ovo numa bacia com
água. Ele vai ao fundo e fica lá. Se o tiramos, ele está apenas molhado. Mas
quando o partimos, podemos, até, separar a clara da gema, e com cada uma,
trabalhada à sua maneira, o bolo adquire caraterísticas únicas: cor, leveza,
recheio, etc.
Assim, na Igreja, é abrindo a Bíblia – a escuta e a oração da Palavra de Deus, Antigo e Novo Testamento – que começamos a dar desenvolvimento aos dons recebidos no Batismo.
A seguir, pomos a manteiga. É uma matéria gorda, escorregadia,
mas essencial para ligar a massa do bolo.
Na Igreja, muitas situações, ou muitas pessoas, favorecem a desconexão. Há nelas a tentação de esquivar-se de participar ativamente no Corpo Místico de Cristo. São diversos os pretextos para não ir à Igreja, nem à catequese, nem ter hábitos de piedade em casa ou quotidianos. Todavia, há uma virtude por trás destas atitudes: a autodeterminação. E essa virtude é um sinal e uma dádiva do Espírito Santo, que concede dons e carismas a cada pessoa. É, pois, necessário deixar-se ungir, untar, olear pelo Espírito Santo, para se sentir conectado entre membros/ingredientes da Igreja.
Qual é o próximo ingrediente? O sal. Nem todos os
bolos levam sal, mas alguns requerem uma pitada. Este ingrediente ajuda a apurar
o sabor.
Na Igreja, a catequese, os cursos de formação, a direção espiritual, a leitura de espiritualidade e biografias dos santos, entre outras ações de educação da fé, são esse toque que apura a personalidade cristã dos batizados.
Outro ingrediente fundamental do bolo é a farinha. Normalmente,
é o que se usa em maior quantidade. A farinha é o resultado da moagem do trigo,
milho ou outro cereal. Ela, então, remete para os seus antepassados.
Na Igreja, é importante estar atentos à vida de cada um dos seus membros. Ser Igreja é dar testemunho com a vida do Evangelho recebido de Deus Pai, pelo Seu Filho Jesus e com a inspiração do Espírito Santo, e transmitido pelos séculos, de geração em geração.
Acrescentamos, agora, o leite. Se habitualmente
medimos cada ingrediente, esta ação é imprescindível nos líquidos, leite ou
água. Deitados em excesso, iriam arruinar a tarefa anterior.
Na Igreja, há preceitos, mandamentos, leis, regras. Não são proibições, mas prescrições, para orientar as convicções. De facto, não é o dia do nascimento, nem o dia do batismo, que determinam a vida, mas o esclarecimento e a força do entendimento e das convicções. A própria fé requer o uso da inteligência. Fé é dizer: «Eu sei que o Senhor age em meu favor e dos outros.»
Falta um ingrediente, sem o qual o nosso bolo não
crescerá: o fermento.
Na Igreja, são as pequenas coisas (silêncio, um cântico, um gesto, uma palavra, uma iniciativa, um jogo, uma dinâmica), as pessoas que se se julgam pequenas, incapazes, insignificantes, a entrega desinteressada – e tudo aquilo que aos olhos de Deus tem grande valor, sendo a entrega da vida o fermento mais excelente –, que fazem a Igreja crescer, multiplicar-se, frutificar cada vez mais.
E não podemos esquecer o ingrediente opcional para
sabor, cobertura ou recheio: chocolate, chantili, doces…
Este ingrediente serve para nos lembrar que na Igreja de Jesus há lugar para todos; independente de cor, raça, sexo, posição social, idade, etc.
Para que tenhamos o bolo, temos de misturar todos os
ingredientes. Curiosamente, à medida que mexemos, deixamos de saber onde estão a
margarina, o açúcar, o sal, a farinha, o leite e os demais ingredientes que
colocámos na massa Não é possível divisar cada um em separado, mas todos
conservam as suas características e, o que importa é que juntos formam um bolo.
Assim também, na Igreja, não é importante distinguir
protagonismos; o que importa, para Deus e para cada cristão, é saber que cada
pessoa faz parte da Igreja, é membro do Corpo Místico de Cristo.
Quando a massa está pronta, deita-se na forma. O bolo
vai ao forno, coze, é desenformado e é servido.
Na Igreja, o templo é essa forma. E tal como o bolo não fica agarrado à forma, os membros do Corpo de Cristo não ficam agarrados às quatro paredes da Igreja.
Porque, assim como o bolo é para ser consumido e repartido, assim também a Igreja tem o alimento da Palavra de Deus para repartir, de modo que todo o mundo seja alimentado.
Começamos o nosso bolo com o açúcar. É o ingrediente que dá carácter ao bolo. Sem ele, a massa viria a ser pão.
Na Igreja, o que nos caracteriza como membros do Corpo Místico de Cristo é o Batismo. É o sacramento que nos põe no caminho da identificação com Jesus Cristo.
Assim, na Igreja, é abrindo a Bíblia – a escuta e a oração da Palavra de Deus, Antigo e Novo Testamento – que começamos a dar desenvolvimento aos dons recebidos no Batismo.
Na Igreja, muitas situações, ou muitas pessoas, favorecem a desconexão. Há nelas a tentação de esquivar-se de participar ativamente no Corpo Místico de Cristo. São diversos os pretextos para não ir à Igreja, nem à catequese, nem ter hábitos de piedade em casa ou quotidianos. Todavia, há uma virtude por trás destas atitudes: a autodeterminação. E essa virtude é um sinal e uma dádiva do Espírito Santo, que concede dons e carismas a cada pessoa. É, pois, necessário deixar-se ungir, untar, olear pelo Espírito Santo, para se sentir conectado entre membros/ingredientes da Igreja.
Na Igreja, a catequese, os cursos de formação, a direção espiritual, a leitura de espiritualidade e biografias dos santos, entre outras ações de educação da fé, são esse toque que apura a personalidade cristã dos batizados.
Na Igreja, é importante estar atentos à vida de cada um dos seus membros. Ser Igreja é dar testemunho com a vida do Evangelho recebido de Deus Pai, pelo Seu Filho Jesus e com a inspiração do Espírito Santo, e transmitido pelos séculos, de geração em geração.
Na Igreja, há preceitos, mandamentos, leis, regras. Não são proibições, mas prescrições, para orientar as convicções. De facto, não é o dia do nascimento, nem o dia do batismo, que determinam a vida, mas o esclarecimento e a força do entendimento e das convicções. A própria fé requer o uso da inteligência. Fé é dizer: «Eu sei que o Senhor age em meu favor e dos outros.»
Na Igreja, são as pequenas coisas (silêncio, um cântico, um gesto, uma palavra, uma iniciativa, um jogo, uma dinâmica), as pessoas que se se julgam pequenas, incapazes, insignificantes, a entrega desinteressada – e tudo aquilo que aos olhos de Deus tem grande valor, sendo a entrega da vida o fermento mais excelente –, que fazem a Igreja crescer, multiplicar-se, frutificar cada vez mais.
Este ingrediente serve para nos lembrar que na Igreja de Jesus há lugar para todos; independente de cor, raça, sexo, posição social, idade, etc.
Na Igreja, o templo é essa forma. E tal como o bolo não fica agarrado à forma, os membros do Corpo de Cristo não ficam agarrados às quatro paredes da Igreja.
Porque, assim como o bolo é para ser consumido e repartido, assim também a Igreja tem o alimento da Palavra de Deus para repartir, de modo que todo o mundo seja alimentado.

Ótima comparação. Parabéns!
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