«Filhos, obedecei aos vossos pais, no Senhor, pois é isso que é justo: Honra o teu pai e a tua mãe: para que sejas feliz e gozes de longa vida sobre a terra. E vós, pais, não irriteis os vossos filhos, mas criai-os com a educação e correcção que vêm do Senhor», escreveu o apóstolo São Paulo aos efésios (Efésios 6, 1-4).
E São Paulo repetiu-o na carta aos colossenses: «Filhos, obedecei em tudo aos pais, porque isso é agradável no Senhor. Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não caiam em desânimo» (Colossenses 3, 20-21).
Os pais têm, diante de Deus, a responsabilidade de instruir os filhos. Isso consiste em dar-lhes ferramentas espirituais, intelectuais, emocionais e sociais para fazerem o caminho da vida em que devem andar livres e corresponsáveis.
Todavia, os pais poderão irritar os filhos de muitas maneiras, levando-os ao desânimo:
- Quando criticam frequentemente e excessivamente
- Quando humilham verbalmente, com palavras depreciativas
- Quando usam palavras violentas e fazem ameaças verbais
- Quando usam palavras ofensivas para repreender
- Quando fazem uso de linguagem grosseira, imoral e censurável
- Quando agem com favoritismo ou discriminação, preferindo um e desprezando outro
- Quando comparam pejorativamente os filhos com outros filhos ou outras pessoas
- Quando criticam publicamente
- Quando se riem deles quando dizem coisas inocentes ou imaturas
- Quando fazem pouco das suas capacidades
- Quando expõem coisas vergonhosas deles publicamente
- Quando quebram a confiança dos filhos
- Quando os desprezam diante de outros
- Quando vivem uma vida incoerente com o que exigem dos filhos
- Quando estabelecem metas elevadas demais para eles alcançarem
- Quando nunca se interessam pelos interesses deles
- Quando prometem e não cumprem
- Quando os superprotegem
- Quando nunca confiam neles
- Quando dão ordens injustas, irracionais ou impõem autoridade sem explicar o motivo
- Quando impõem a autoridade com brutalidade
- Quando sufocam os filhos com regras demasiadas e desnecessárias
- Quando fazem uso de excessiva permissividade
- Quando estabelecem punições e castigos desproporcionais
- Quando disciplinam de forma severa, cruel, impulsiva
- Quando se demitem de disciplinar e não explicam os limites
- Quando negam amor e carinho, em gestos e palavras
- Quando usam o afeto como ferramenta de chantagem
- Quando negam reconhecimentos e elogios merecidos
- Quando não aprovam nem destacam as atitudes louváveis dos filhos
- Quando não recompensam as suas atitudes positivas e conquistas
- Quando não têm tempo para eles
- Quando tratam os filhos como pesos ou empecilhos
- Quando se queixam do facto de terem filhos
- Quando lhes negam o que lhes é necessário para a vida
- Quando se demitem de dar ou negam aos filhos a educação adequada, em todas as vertentes
- Quando lhes negam o recreio e a prática de passatempos da sua predileção

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