37 atitudes a evitar, pois, com elas, os pais podem levar os filhos ao desânimo

«Filhos, obedecei aos vossos pais, no Senhor, pois é isso que é justo: Honra o teu pai e a tua mãe: para que sejas feliz e gozes de longa vida sobre a terra. E vós, pais, não irriteis os vossos filhos, mas criai-os com a educação e correcção que vêm do Senhor», escreveu o apóstolo São Paulo aos efésios (Efésios 6, 1-4).

E São Paulo repetiu-o na carta aos colossenses: «Filhos, obedecei em tudo aos pais, porque isso é agradável no Senhor. Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não caiam em desânimo» (Colossenses 3, 20-21).

Os pais têm, diante de Deus, a responsabilidade de instruir os filhos. Isso consiste em dar-lhes ferramentas espirituais, intelectuais, emocionais e sociais para fazerem o caminho da vida em que devem andar livres e corresponsáveis.

Todavia, os pais poderão irritar os filhos de muitas maneiras, levando-os ao desânimo:

- Quando criticam frequentemente e excessivamente

- Quando humilham verbalmente, com palavras depreciativas

- Quando usam palavras violentas e fazem ameaças verbais

- Quando usam palavras ofensivas para repreender

- Quando fazem uso de linguagem grosseira, imoral e censurável

- Quando agem com favoritismo ou discriminação, preferindo um e desprezando outro

- Quando comparam pejorativamente os filhos com outros filhos ou outras pessoas

- Quando criticam publicamente

- Quando se riem deles quando dizem coisas inocentes ou imaturas

- Quando fazem pouco das suas capacidades

- Quando expõem coisas vergonhosas deles publicamente

- Quando quebram a confiança dos filhos

- Quando os desprezam diante de outros

- Quando vivem uma vida incoerente com o que exigem dos filhos

- Quando estabelecem metas elevadas demais para eles alcançarem

- Quando nunca se interessam pelos interesses deles

- Quando prometem e não cumprem

- Quando os superprotegem

- Quando nunca confiam neles

- Quando dão ordens injustas, irracionais ou impõem autoridade sem explicar o motivo

- Quando impõem a autoridade com brutalidade

- Quando sufocam os filhos com regras demasiadas e desnecessárias

- Quando fazem uso de excessiva permissividade

- Quando estabelecem punições e castigos desproporcionais

- Quando disciplinam de forma severa, cruel, impulsiva

- Quando se demitem de disciplinar e não explicam os limites

- Quando negam amor e carinho, em gestos e palavras

- Quando usam o afeto como ferramenta de chantagem

- Quando negam reconhecimentos e elogios merecidos

- Quando não aprovam nem destacam as atitudes louváveis dos filhos

- Quando não recompensam as suas atitudes positivas e conquistas

- Quando não têm tempo para eles

- Quando tratam os filhos como pesos ou empecilhos

- Quando se queixam do facto de terem filhos

- Quando lhes negam o que lhes é necessário para a vida

- Quando se demitem de dar ou negam aos filhos a educação adequada, em todas as vertentes

- Quando lhes negam o recreio e a prática de passatempos da sua predileção

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