Não, não quero ver a árvore iluminada na sala, nem quero
saber quanto gastaram em presentes.
Quero, sim, sentir no ambiente a mensagem viva do Aniversariante: toda a família está unida?
O perdão já eliminou aquelas desavenças que ocorrem no calor
das nossas vidas?
Não quero ver a sua despensa cheia. Quero saber se conseguiram doar alguma coisa a quem tem tão pouco ou, às vezes, nada.
Não exibam os presentes que compraram, mesmo com
sacrifício; quero ver dentro de vocês a preocupação com aqueles que esperam receber tão pouco: uma visita, um telefonema, uma carta, um email...
Quero ver o espírito do Natal...
nos pais que encontram tempo
para os filhos;
nos amigos que se reencontram e podem parar para conversar;
no
respeito de quem desliga o telemóvel quando está com amigos, ou no teatro, ou na igreja;
na gentileza de quem oferece o assento aos mais idosos, as grávidas ou aos portadores de deficiência;
na paciência com os doentes, na mão que apoia o deficiente
visual a atravessar a rua, no ombro amigo que se oferece a quem anda meio
triste, perdido...
Quero ver o espírito de Natal a invadir as ruas,
no respeito pelos animais, pela Natureza que implora por cuidados tão simples, como não deitar o papel no chão, nem o lixo nos rios.
Não quero ver o Natal nas vitrines enfeitadas, no convite ao consumo, mas no adorno que a bondade produz no rosto das pessoas generosas.
Mostrem-me que o espírito do Natal entrou definitivamente na sua vida,
através do abraço fraterno, da oração sentida,
do prazer de andar sem drogas e sem bebidas,
do riso franco, do desejo sincero de ser feliz e, de tão feliz,
não resistir ao desejo de fazer outras pessoas também felizes.
Deixem o Natal invadir a sua alma,
entre os perfumes da cozinha que vai encher-se de comidas deliciosas,
no cheiro da roupa nova que todos vão exibir.
Abracem-se, família, e façam alguns minutos de silêncio,
que será como uma oração do coração, que vai subir aos céus, e retornar com um presente eterno, duradouro:
o suave perfume de Jesus,
perfume de paz, amor, harmonia,
e a eterna esperança de que um dia todos os dias serão como os dias de Natal.
(Autor desconhecido)
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