Esqueçam pedidos e desejos para 2022. Apostem mais na vossa intuição

Se há coisa que eu gramo no Universo é que o Grande Gajo não gosta de lambe-botas. E também não chupa sonsos que lhe pedem os jackpots do euromilhões e da saúde como se pedissem uma chavenazinha de açúcar à vizinha.

Acredito que vocês - sejam vocês patrões, empregados, desempregados, colegas, pais, mães, amigos, cônjuges ou ou ou - se têm a coluna vertebral no sítio e um “core” (como se diz em Pilates) de princípios bem musculados, também não irão à bola com lesmas gosmosas a cuspirem no vosso ego o ranho da bajulação.

Com o Universo passa-se o mesmo.

Todos os trinta-e-uns de dezembro, o Desgraçado leva com os pedidos da malta toda, toda ao mesmo tempo, todos de bocarra cheia de passas encarquilhadas, tão encarquilhadas como os já encarquilhados desejos que já desejam há já uns 100 anos, a lixarem os estofos das cadeiras para onde sobem com as cuequinhas azuis como manda a lei, que não é, muito certamente, a lei do Universo do bom gosto.

Pois para este ano, sugiro-vos uma outra estratégia de abordagem ao Dito. Não lhe peçam nada. Sim, nadinha. Deixem-no em paz. A Criatura já está esgotada de tanta pedinchice, acreditem…

Façam o seguinte: respirem fundo e, frente ao espelho, olhem-se bem, fixem-se olhos nos olhos e digam-vos:

“Este ano, EU SEJA CÃO se a minha Intuição não vai estar no seu melhor para eu ter, fazer, ser o que for mesmo BOM para mim!”

E só isto.

No momento em que o fizerem, o  lado direito da vossa mente entra em ação, dá um pontapé na bunda do lado racional, analítico, matemático, convencional, calculista do vosso cérebro esquerdo e liberta todo o poder que se encontra encarcerado no vosso cérebro direito: o poder da imaginação, do ilógico, do poético, do místico, do artístico, do romântico, do colorido, do sem-fronteiras, do ilimitado, do impossível, do incondicional.

E é com o lado Intuitivo da nossa InConsciência que, sem termos de pedir ou desejar o que quer que seja, vamos conseguir ter, fazer e ser o melhor de e para nós.

Mas se por acaso tudo isto não funcionar, o máximo que pode acontecer é terem de aprender a a ladrar: ÃO ÃO ÃO AU AUU… AUUUUUUUUU!

Paula Calheiros Pato (na foto), comunicóloga, em Facebook

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