À beira da Estrada da Vida, encontraram um homem pobre que era
paralítico desde nascença. Ele permanecia há muito tempo naquele lugar, a mendigar
às almas caridosas o sustento para sobreviver.
A Fé adiantou-se à Esperança e ao Amor para resolver o caso.
– Esperem aqui, enquanto vou tirar este infeliz da sua
situação miserável.
A Fé transmitiu ao homem a Palavra de Deus, a qual penetrou
no seu coração. Ele orou e os seus ossos e articulações tornaram-se firmes.
Pela primeira vez, o homem pôs-se de pé e saltou de alegria!
– Estou livre das algemas da doença e do sofrimento!
Mas, passadas umas horas, o homem lembrou-se de que não
tinha para onde ir. Ele não possuía casa, amigos ou qualquer profissão. A única
coisa que sabia fazer era mendigar o pão.
A Esperança sentiu, então, que era chegada a sua vez de
trabalhar. Conduziu o homem ao alto de uma montanha e fez com que ele visse os campos
férteis. Nesse instante, ele compreendeu que podia prosperar.
Movido pela força da Esperança, pôs-se a caminho. Arranjou
emprego numa fazenda e conseguiu juntar o suficiente para comprar o seu próprio
terreno.
Com fé e esperança, o homem renovava as forças todos os dias
e, em poucos anos, expandiu os negócios. As colheitas eram exportadas em navios
para todo o mundo. Ele tinha muitos empregados e tornou-se um dos homens mais
ricos do globo.
A Fé e a Esperança estavam satisfeitas com a obra
maravilhosa que haviam produzido na vida daquela pessoa. E disseram ao Amor:
– Não te preocupes em realizar a tua obra. Como vês, mudámos
completamente a vida deste homem, fazendo-o forte e próspero.
O antigo paralítico continuou a expandir os seus negócios e
a sua fortuna. Viajou por toda a Terra, e não havia mais nada que o surpreendesse.
Mas com o passar dos anos, foi ficando triste e enfastiado:
– Tenho tudo o que alguém pode desejar, mas sinto-me vazio...
Foi a vez de o Amor realizar a sua obra no coração daquele
homem.
Ao sentir amor, ele ansiava ter comunhão com Deus e com os
outros. Esquecia-se de si e servia o próximo. A motivação vinha-lhe do amor e
da mudança que via naqueles que ajudava.
Desta maneira, encontrou a felicidade e nunca mais a perdeu.
Autor desconhecido
Moral da história: A fé, a esperança e a caridade
trabalham pela felicidade das pessoas, para que também estas trabalhem pela felicidade
do seu próximo.

Algum paralelismo com as tentações de Jesus. Mas essa já é outra história.
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