Loïc de Kerimel, professor de Filosofia, ensaísta muito renomado, escreveu em 2020 o livro En finir avec le cléricalisme (Acabar com o clericalismo) - publicado uns dias depois da sua morte. O volume, de 268 páginas, é importante, mas é realmente uma longa argumentação para um facto que pode ser resumido muito brevemente, diz Fabrizio Mastrofini, jornalista e ensaísta italiano, num artigo publicado em Il Riformista.
O argumento de Loïc de Kerimel, católico militante, diz claramente que, sem mudar profundamente a mentalidade clerical, nada mudará.
A mentalidade clerical começa a partir da formação no seminário. Portanto, é preciso mudar o sistema de recrutamento, primeiro, e depois o sistema de formação, para então intervir no tipo de relações vigentes na Igreja, onde basta ter o “colarinho branco” de padre para ter razão ou para ter sempre a última palavra. E é preciso pôr fim às idealizações mais irritantes, equivocadas, fora de lugar.


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