Nove temas sobre a vocação e a missão das famílias cristãs

Remetemos para a página na Internet da revista Família Cristã, que nos oferece diversos temas sobre a vocação e a missão das famílias cristãs:

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«Isto é sobre tornar os momentos da vida quotidiana cheios do amor de Deus. Isto acontece quando as famílias procuram tempo para trabalharem juntos, para brincarem juntos, rezarem juntos, ao longo do dia. Podem estar juntos a dobrar a roupa e a ter conversas mais profundas com eles do que o habitual, por exemplo», explica Lisa Popcak.

«A estatística diz que 50 % dos divórcios acontecem nos 5 primeiros anos, e este número está a aumentar. São anos delicados, em que o casal se encontra, cria um projeto comum, começamos a viver juntos, a lidar com questões como as famílias de origem, a economia familiar, a educação dos filhos, ou coisas como a infertilidade, abortos, outras doenças... e precisamos de alguém, como dizia o Papa Francisco na Amoris laetitia, que nos faça conscientes da importância do matrimónio, interiorizar o que significa o matrimónio», destaca Mónica Soriano.

«Se somos feitos à imagem de Deus, somos feitos à imagem do Amor, e o Amor não caminha sozinho, mas sim de mãos dadas», considera Helena Pais, que acrescenta que «temos de deixar de viver para dentro da própria família, porque ela pode ser aglutinadora de outras famílias».

Um dos paradoxos maiores na vida da Igreja é que, se queres ser padre, tem de estudar dez anos... Se quiseres casar, precisas apenas de um fim de semana e tudo ok. É este grande paradoxo que vai agora acabar?

«A rede social é um ambiente, um ambiente diferente. E como temos o ambiente da escola, de amigos, de clubes, das amizades, do ambiente de trabalho dos pais... Nesse ambiente sempre temos perigos. Como numa cidade, há bairros mais perigosos, alguns locais que temos de evitar para ficar mais seguros. No ambiente digital é a mesma coisa. Se a família está unida, conversa, sabe dos seus valores cristãos, consegue agir melhor no ambiente digital.»

«Se os noivos estão decididos a constituir famílias verdadeiramente cristãs, têm de perceber que há um caminho a desenvolver e que esse caminho não é uma exigência, é um dom que a Igreja lhes concede, e que só lhes vai trazer benefícios para a família que irão constituir», explica Margarida Sá Nogueira.

É preciso «pensar como é que conseguimos proporcionar, nas comunidades e paróquias, formas e estruturas de formação contínua, num caminho que nunca para, numa família que está sempre a crescer e a deparar-se com dificuldades, com provas, tentações de separação, infidelidades... este é o grande desafio» - assinala D. Armando Domingues, bispo auxiliar do Porto e membro da Comissão Episcopal da Laicado e Família.

«Precisamos de voltar a esta pastoral de proximidade, de vizinhança». D. Armando Domingues, bispo auxiliar do Porto, reconhece que esta é uma «fraqueza das comunidades, uma fraqueza dos cristãos e da vivência dos laços de vizinhança que todos deveríamos ter». «Neste momento, estão escondidos e só damos conta quando os problemas descambaram e já há violência, ou morte. Damos conta do fim, e não nos apercebemos do caminho doloroso que as pessoas estão a fazer».

O balanço que o casal Pombas – Francisco e Isabel –, responsáveis pelo Departamento Nacional da Pastoral Familiar (DNPF), faz do X Encontro Mundial das Famílias, é muito positivo, mas a conversa com a Família Cristã revela uma preocupação com a realidade da Pastoral Familiar do país. Há documentos com orientações que ainda não estão implementados, bispos «reticentes» em aceitar mudanças, e incapacidade de chegar aos casais que estão «fora dos movimentos» com um acompanhamento na vida familiar que seja efetivo.

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