O Papa Francisco enumerou três perspetivas ecuménicas, «batismal, pastoral e local, em
direção à comunhão plena», no discurso de receção aos membros
da Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja
Católica e as Igrejas Ortodoxas Orientais (a 23 de junho de 2022).
Francisco disse que «o ecumenismo é essencialmente batismal».
«É no Batismo que se encontra a base da comunhão entre os cristãos e o anseio
pela plena unidade visível», afirmou.
Disse também que o ecumenismo «tem sempre um caráter
pastoral» e que «já foram assinados acordos pastorais», que permitem aos fiéis «partilhar
os meios da graça». E pediu «que o Espírito Santo nos inspire com formas para
seguir em frente nesse caminho, que olha para o bem das pessoas, o bem das
almas, o bem do povo de Deus, o nosso todo, e não para distinções morais ou
teológicas ou ideológicas».
Francisco também destacou que «o ecumenismo já existe como
realidade, sobretudo local». «Muitos fiéis já vivem o ecumenismo da vida no quotidiano
das suas famílias, do seu trabalho, dos encontros quotidianos», disse. «Muitas
vezes experimentam juntos o ecumenismo do sofrimento, no testemunho comum do
nome de Cristo, às vezes até às custas da própria vida», continuou. «É bonito
envolver na aproximação das nossas Igrejas as gerações mais jovens, atuantes
nas comunidades locais, para que o diálogo sobre a doutrina caminhe junto com o
diálogo da vida», afirmou.
O papa também destacou que «o ecumenismo teológico deve
refletir não apenas sobre as diferenças dogmáticas que surgiram no passado, mas
também sobre a experiência atual de nossos fiéis». «Este é o caminho: encontrar-se
fraternalmente para escutar, partilhar e caminhar juntos. É o ecumenismo do
caminhar juntos que se faz caminhando, não só com ideias: faz-se caminhando»,
afirmou o pontífice.

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