A sua vida depois da dispensa foi consagrada ao ensino. Nesta atividade, marcou a vida de muito gente no bom sentido.
No programa Praça da Alegria, na RTP 1, do dia 19 de julho de 2022, foi-lhe prestada homenagem. Pode-se assitir através desta hiperligação: https://www.rtp.pt/play/p9747/e630510/praca-da-alegria/1067930
Salomão Morgado nasceu no ano de 1940, na aldeia do
Rossão, Castro D’Aire. Tem 81 anos.
Doze anos depois, 1952, entrou no seminário menor
franciscano: ele queria ser padre franciscano.
Doze anos depois, 1964, fez votos perpétuos na Ordem dos
Frades Menores de S. Francisco de Assis, seguidos, ao fim desse ano letivo, da
ordenação sacerdotal: ele agora era o padre que tanto queria ser.
Doze anos depois, 1976, pediu ao papa dispensa dos votos que
era suposto serem perpétuos e do exercício do sacerdócio, que era suposto ser
para sempre, casou-se e tornou-se pai de quatro filhas. Nesse ano, tornou-se
professor de Português, Latim, Grego e Expressão Dramática.
Doze anos depois, 1988, fez uma tentativa extrema para
salvar o seu casamento, saindo de casa. Mas o divórcio de facto consumou-se.
Doze anos depois, 2000, começou a escrever a longa Mensagem
que sentiu Deus pedir-lhe que escrevesse em Seu Nome e a que Ele próprio deu o
título de Diálogos do Homem com o seu Deus no Tempo Novo, no blogue: https://dialogoscomsalomao.blogspot.com
Mora em Leça do Balio. E o seu desejo continua a ser o de sempre: contribuir para mudar o mundo. Como professor, marcou a vida de milhares de alunos.

Só hoje tive oportunidade de ver a intervenção do Salomão na TV. Um inconformismo contagiante, um grito contra a normalização, que esteriliza e asfixia.
ResponderEliminarParabéns, grande Salomão.
Manuel Ribeiro