Depois do atentado do 11 de setembro de 2001, uma empresa que
tinha o seu escritório num dos andares do World Trade Center, convidou os seus
sócios e empregados que por alguma razão haviam sobrevivido ao ataque, para partilharem
as suas experiências.
Aquelas pessoas estavam vivas pelas razões mais simples da vida, eram pequenos detalhes como esses:
Aquelas pessoas estavam vivas pelas razões mais simples da vida, eram pequenos detalhes como esses:
– O diretor de uma
pequena companhia chegou tarde porque foi participar numa reunião na escola do
seu filho;
– Uma mulher atrasou-se
porque o seu despertador não tocou a tempo;
– Outro
funcionário havia-se atrasado porque optou por um caminho diferente a fim de
chegar mais rápido e acabou atolado num engarrafamento, porque havia acontecido
um acidente na estrada que ele tinha apanhado;
– Outro
funcionário perdeu o autocarro;
– Uma funcionária
foi atingida por fezes de pombo e teve de voltar a casa para trocar de roupa;
– Um dos sócios
teve problemas ao ligar o carro e precisou de chamar um mecânico;
– Outro
funcionário teve de atender o telefone, o que acabou por provocar alguns minutos
de atraso;
– Uma secretaria
entrou em trabalho de parto;
– Um zelador não
conseguiu um táxi;
– Um homem ficou
com uma bolha no calcanhar, devido aos seus sapatos serem novos, e antes de
chegar ao trabalho, ele decidiu parar numa farmácia para comprar um remédio.
Agora, quando eu fico preso no trânsito, quando perco um autocarro, quando acabo por me atrasar pelas mais diversas razões, e em muitas outras coisas que me desesperariam, penso primeiro: «Este é o lugar exato onde que devo estar, neste exato e precioso momento.»
Agora, aplico a gratidão! E vivo cada minuto como se fosse o
último: abraço, choro, sorrio, digo que amo… Amanhã pode ser tarde demais...
Marcos
Martins

Comentários
Enviar um comentário