São os dez mandamentos
de Jorge Mario Bergoglio, o balanço dos seus (quase) dez anos de pontificado (cumprir-se-ão,
se Deus quiser, a 13 de março de 2023) e um apelo ao futuro.
É assim que se apresenta
Eu vos peço em nome de Deus. Por um futuro de esperança, o novo livro do
Papa Francisco, a que muitos peritos chamam a "encíclica" social desta papa.
O livro reúne
conversas com o correspondente de Religión Digital no Vaticano, Hernán Reyes
Alcaide (nafoto), em que Francisco convida tanto crentes como não crentes a cuidar de
uma casa comum pacificada, liberta da pobreza e preservada para as gerações
futuras, com as portas abertas aos outros; a uma humanidade que repudia todo o
tipo de abusos, que reconhece a dignidade de todas as pessoas e a igualdade de
oportunidades para mulheres e homens, e que não usa o nome de Deus para
fomentar guerras.
O 'Decálogo' do Papa
tem a forma de dez pedidos:
– Peço que seja
erradicada na Igreja a cultura dos abusos.
– Peço que protejamos
o meio ambiente.
– Peço uma comunicação
que combata as notícias falsas e evite o discurso do ódio.
– Peço uma política
que trabalhe para o bem comum.
– Peço o fim da
loucura da guerra, com uma clara aposta pela negociação, o fim das armas e uma
paz justa e duradoura.
– Peço que as portas
se abram aos migrantes e refugiados.
– Peço que se promova
e encoraje a participação das mulheres na sociedade e na Igreja.
– Peço, em nome de
Deus, que o crescimento dos países pobres seja permitido e encorajado.
– Peço o acesso
universal aos cuidados de saúde.
– Peço que o nome de
Deus não seja utilizado para fomentar guerras.

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