Quem se aproxime uma e outra vez das bem-aventuranças de
Jesus - São Mateus: Mt 5, 1-12; São Lucas: Lc 6, 20-26 -, verifica que o seu conteúdo é inesgotável. Têm sempre repercussões
novas. Encontramos continuamente nelas uma luz diferente para o momento que
estamos a viver.
Assim podem «ressoar» hoje em nós as palavras de Jesus:
Felizes os pobres de espírito, os que sabem viver com pouco.
Terão menos problemas, estarão mais atentos aos necessitados e viverão com mais
liberdade. No dia em que o entendermos, seremos mais humanos.
Felizes os mansos, aqueles que esvaziam o seu coração de
violência e agressividade. São um presente para o nosso mundo violento. Quando
todos o fizermos, poderemos viver em verdadeira paz.
Felizes os que choram ao ver os outros sofrer. São gente
boa. Com eles pode-se construir um mundo mais fraterno e solidário.
Felizes os que têm fome e sede de justiça, os que não
perderam o desejo de ser mais justos nem a vontade de fazer uma sociedade mais
digna. Neles se encoraja o melhor do espírito humano.
Felizes os misericordiosos, os que sabem perdoar no fundo do
seu coração. Só Deus conhece a sua luta interior e a sua grandeza. Eles são os
que melhor nos podem aproximar da reconciliação.
Felizes os que mantêm os seus corações limpos de ódio,
enganos e interesses ambíguos. Pode-se confiar neles de confiança para
construir o futuro.
Felizes os que trabalham pela paz com paciência e com fé.
Sem se desencorajar perante os obstáculos e dificuldades, e procurando sempre o
bem de todos. Precisamos deles para reconstruir a convivência.
Felizes os que são perseguidos por atuar com justiça e
respondem com mansidão aos insultos e ofensas. Ajudam-nos a superar o mal com o
bem.
Felizes os que são insultados, perseguidos e caluniados por
seguirem fielmente o caminho de Jesus. O seu sofrimento não se perderá
inutilmente.
O sentido das bem-aventuranças não é distorcido, ao invés, é aprofundado quando acrescentamos algo ao que é sublinhado em cada uma delas.
Com belas expressões, Jesus coloca, ante os nosso olhos,
Deus como o garante último da felicidade humana. Aqueles que viverem inspirados
neste programa de vida, um dia «serão consolados», «ficarão saciados de
justiça», «alcançarão misericórdia», «verão Deus», e desfrutarão eternamente no
seu reino.
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