Poema "QUARESMA", de André Coelhas, poeta e compositor brasileiro


Quaresma

Retiro a máscara da utopia
Com as cinzas, deixo de ser folião
rasgo a minha fantasia
para viver somente de água e pão.


Quarenta dias em meu calvário
que a caridade eu possa estender
a mão ao desventurado e ser solidário
e a luz da esperança poder acender.

Extirparei do meu convívio a indiferença
jejuarei com ardor em meu degredo
e com auxílio da fé e da minha crença,
afastar-me-ei do consumismo desejo.

Desnudarei das vestes do meu orgulho
cegarei os olhos de minha inveja
em prece, revelarei os meus refolhos
para que meu amor com o próximo esteja.

Rogarei ao Mestre pelos fracos e sofredores
alívio das dores e das amarguras
e para os pobres pecadores
o perdão, com o abraço de ternura.

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