No
tempo pascal – que se conclui com o Domingo de Pentecostes, este ano a 28 de
maio – podemos aprender com a Igreja nascente, com o estilo de vida das
primeiras comunidades cristãs, em que «a multidão dos que haviam abraçado a fé
tinha um só coração e uma só alma» (Atos dos Apóstolos 4, 32). Esta postura
revela a ação misteriosa do Ressuscitado e do seu Espírito, que anima e
entusiasma os discípulos de Jesus.
Na exortação A Alegria do Evangelho, o Papa Francisco escreve: «É salutar recordar-se dos primeiros cristãos e de tantos irmãos ao longo da História que se mantiveram transbordantes de alegria, cheios de coragem, incansáveis no anúncio e capazes de uma grande resistência ativa. Há quem se console, dizendo que hoje é mais difícil; temos, porém, de reconhecer que o contexto do Império Romano não era favorável ao anúncio do Evangelho, nem à luta pela justiça, nem à defesa da dignidade humana. [...] Por isso, não digamos que hoje é mais difícil; é diferente» (AE, 263).
Em caminhada sinodal, a Igreja, cada cristão, somos desafiados a construir comunidades vivas, constituídas por pessoas que caminham juntas, que se amam e que pensam e fazem a Igreja juntas. O papa desafia-nos: «Não tenhais medo de ir e levar Cristo a todos os ambientes. O Senhor convida-nos a levar, sem medo, o anúncio missionário aos locais onde nos encontrarmos e às pessoas com quem convivermos: no bairro, no estudo, no desporto, nas saídas com os amigos, no voluntariado ou no emprego, é sempre bom e oportuno partilhar a alegria do Evangelho. É assim que o Senhor Se vai aproximando de todos» (Cristo Vive, 177).
P.e Joaquim Moreira, missionário comboniano do Coração de Jesus

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