A experiência de Deus, tal como a oferece e comunica Jesus,
infunde sempre uma paz inconfundível no nosso coração, cheio de inquietudes,
medos e inseguranças. Esta paz é quase sempre o melhor sinal de que ouvimos
desde o fundo do nosso ser a sua palavra: «não temais: valeis muito mais do que todos os passarinhos.» (Mateus 10, 26-33)
Como nos aproximamos desse Deus?
A primeira coisa a que devemos entregar-nos sem reservas é
experimentar Deus só como amor. Tudo o que nasce Dele é amor. Dele só nos chega
vida, paz e bem. Eu posso afastar-me Dele e esquecer o seu amor, mas Ele não
muda. A mudança só ocorre em mim. Ele nunca deixa de me amar.
Deus ama-me incondicionalmente, assim como eu sou
Não tenho de ganhar o seu amor. Não tenho de conquistar o
seu coração. Não tenho de mudar ou ser melhor para ser amado por Ele. E é, sabendo que Deus me ama assim, que posso mudar, crescer e ser amável.
O que espera Deus de mim?
A partir do Amor de Deus, posso pensar na minha vida: o que
me pede Deus? Que espera de mim? E tudo se resume a uma coisa: que aprenda a
amar. Não sei em que circunstâncias me posso encontrar e que decisões terei de
tomar, mas Deus só espera de mim que ame as pessoas e procure o seu bem, que me
ame a mim mesmo e me trate bem, que ame a vida e me esforce por fazê-la mais
digna e humana para todos. Que seja sensível ao amor.
Não vivemos sós/ não se ama sozinhos
Há algo que não devo esquecer. Nunca estarei só. Todos nós
«vivemos, movemo-nos e existimos» em Deus. Ele será sempre essa presença
compreensiva e exigente que necessito, essa mão forte que me sustentará na
debilidade, essa luz que me guiará pelos seus caminhos. Ele sempre me convidará
a caminhar dizendo «sim» à vida. Um dia, quando termine a minha peregrinação
por este mundo, conhecerei junto a Deus a paz e o descanso, a vida e a
liberdade.
José
Antonio Pagola, Grupos de Jesus

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