Três mulheres indígenas da Amazónia pediram para serem
recebidas em audiência pelo Papa Francisco, para falarem sobre os ministérios na
região e da necessidade de ser reconhecido o trabalho que as mulheres já
realizam no território amazónico. A Irmã Laura Vicuña Pereira Manso e Patricia
Gualinga são vice-presidentes da Conferência Eclesiástica da Amazónia (CEAMA), e
Yesica Patiachi é vice-presidente da Rede Pan-Amazónica de Igrejas (REPAM).
A carta que enviaram ao «Avó Francisco» surgiu informalmente
na reunião dos presidentes da CEAMA e da REPAM. E Francisco respondeu passados
cinco dias, o que lhes causou alegria e emoção.
Mulheres que prestam um serviço diaconal
Na audiência com o Papa Francisco, contou a Irmã Laura Vicuña, foi destacado que, na Amazónia, 90 % do trabalho ambiental, educativo e pastoral é realizado por mulheres.
Elas fizeram um apelo aos cristãos: «Já prestamos à Igreja
um serviço diaconal e, portanto, precisamos que a Igreja reconheça este serviço.»
Não reivindicaram um sacerdócio feminino. «Porque as
mulheres são a maioria, e com isso não queremos rejeitar os homens, queremos
caminhar como a Igreja propõe, caminhos de sinodalidade, caminhando juntos a
partir das nossas diferenças», defenderam.
As mulheres também estão, juntamente com os homens, na linha
da frente das lutas em defesa da terra, dos direitos e da vida, sublinhou a
religiosa.
«As mulheres vamos fazer ouvir a nossa voz», porque, fazê-lo
em uníssono, «é a única forma de mudança que pode existir», afirmou Patrícia
Gaulinga.
Nestas lutas, «é a Igreja e também outros meios que nos
permitem levantar a voz desde o território», acrescentou Yesica Patiachi, que frisou:
«Quando as mulheres de diferentes cidades se juntam, ficamos mais fortes.»
Na audiência com o Papa Francisco, contou a Irmã Laura Vicuña, foi destacado que, na Amazónia, 90 % do trabalho ambiental, educativo e pastoral é realizado por mulheres.
Fonte: ADN CELAM

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