Domingo pela Comunhão - uma iniciativa da diocese de Madrid com quatro anos

No dia 1 de outubro (de 2023), a diocese de Madrid, Espanha, celebra, pela quarta vez, o Domingo pela Comunhão. Este ano, o lema é «Todos um».
 
Em 2020, no lançamento do Domingo pela Comunhão, impulsionado cardeal Carlos Osoro, o lema foi «Fiel é Deus que vos chamou à comunhão».
 
Em 2021, teve como mote «Servir para Unir».
 
Em 2022, o elã foi «Unidos - Diversos».

Carta ao povo de Deus 
Para este 4.º Domingo pela Comunhão, o arcebispo da diocese madrilena D. José Cobo convidou o presbítero Antonio García Rubio, coordenador da Comissão Diocesana de Comunhão Eclesial, para presidir à Eucaristia, e enviou uma carta a toda a Igreja diocesana:
 
Queridos irmãos e irmãs:
 
Desde há quatro anos, todos os primeiros domingos de outubro celebramos o Domingo da Comunhão na nossa arquidiocese. Este ano escolhemos o sugestivo lema «Todos Um». Esta iniciativa tem como objetivo recordar-nos, logo no início do ano letivo, que toda a vida e todo o trabalho eclesial e pastoral devem ser realizados em comunhão. Somos todos um, porque na Igreja de Madrid somos todos corresponsáveis, cada um a partir da sua situação, do seu carisma e do seu dom. «Todos um» fala de sinodalidade, comunhão, participação e missão. O próprio Jesus Cristo pede ao Pai: "Que todos sejam um" (Jo 17,20-26). Procuremos, em perfeita sintonia com Ele, realizar o Seu profundo anseio de comunhão, porque, de outro modo, não nos poderíamos sentir pedras vivas da Sua Igreja; abandonaríamos a nossa fidelidade e obediência ao fascinante projeto que o Senhor nos propõe no Evangelho de hoje: "Filho, vai hoje trabalhar na vinha".
 
Neste IV Domingo da Comunhão Diocesana, que coincide com a festa de Santa Teresinha do Menino Jesus, padroeira das missões, temos de nos interrogar se formamos e promovemos de facto uma Igreja em comunhão sinodal que dê um testemunho autêntico e credível, capaz de evangelizar esta sociedade complexa, turva e sem esperança do século XXI.
 
Somos chamados a unir-nos pela nossa condição comum de batizados. Ela liga-nos a uma cadeia sagrada integrada pelos laços da tradição e aberta às novidades da missão. Não podemos ser parcelares, mas integradores. Só o esforço de sermos todos um para que o mundo creia nos fará parecer verdadeiramente com Cristo. Por ocasião deste domingo, reafirmo que devemos esforçar-nos por nos encontrarmos, dialogarmos e compreendermos uns aos outros, não só com aqueles que pensam da mesma maneira, mas também com aqueles que veem as coisas de maneira diferente. Só assim poderemos discernir o que o Espírito está a dizer à Igreja em Madrid.
 
A carta de São Paulo aos Filipenses, que escutamos hoje, domingo, interpela-nos de forma incisiva e clara: «Se existe alguma comunhão no Espírito, alguns sentimentos de ternura e misericórdia, então completai a minha alegria, tendo entre vós os mesmos sentimentos e a mesma caridade, numa só alma e num só coração.»
 
Qualquer coisa que não seja a concórdia e a caridade tornará vãs todas as pretensões. Na Igreja há lugar para sensibilidades, carismas e estilos muito diferentes, mas com um só Espírito, uma só Alma e um só Coração. Convido-vos a serdes todos um só. Evitemos a todo o custo uma Igreja polarizada, como é o nosso mundo. A polarização rompe com o Evangelho, porque exclui o olhar dos outros e colocamo-nos a nós próprios no lugar de Deus. Colocamo-nos como possuidores da árvore do bem e do mal. Uma Igreja polarizada não chama, não inspira e não evangeliza.
 
Que o Espírito Santo, garante da unidade e da diversidade dos carismas, favoreça em nós a unidade.
 
Em comunhão fraterna com todos, recebam a minha saudação afetuosa e a bênção de Deus.»

José Cobo Cano, Arquidiocese de Madrid

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