Escreveu a Glória:
«Não sei o tempo... Não sei quanto... MAS sei como...
É tempo de ESTAR como os amantes ESTÃO,
como os Esperançados Esperam...
É tempo de Amar com o coração nas Mãos, mas não as minhas...
descalçando TUDO.
Continuando a rezar Pai Nosso baixinho ao ouvido dele...
Foi o desafio que escolhemos para a vida TODA.
Mantém-se.
Este dia chegou ao fim...
UM DIA NOVO COMEÇOU! ALELU'YA!»
E o filho Pedro dedicou-lhe este poema:
Agora és Pai-Paisagem
Querido pai
Agora que o teu corpo
Teu invólucro e envelope terreno
Essa parte de ti chamada "corpo"
Depositada foi algures
Entre o Vale do Douro e o Vale do Tua
(Cemitério do Fiolhal, Carrazeda de Ansiães)
Agora que também és Paisagem
E confortávelmente instalado
Em pleno Douro/Reino Maravilhoso do Miguel Torga.
Agora és Pai-Paisagem
Serás uma parte dos verdes imensos e secos.
Sempre que olharmos para estes montes
Fazes parte desse mar de vinhas e.m bardo
Farás corpo com as oliveiras sem fim
És um socalco de xisto brilhante
És tudo isto
Serás mais que tudo isto
Porque te beberemos à mesa enfim
Apreciar-te-emos com renovado prazer
Num Cálice de Ser Humano
Feito Vinho Novo
Comentários
Enviar um comentário