A História das Religiões permite-nos, hoje, saber como os deuses nasceram: surgiram do medo dos fenómenos desconhecidos da Natureza e para exorcizar a morte.
Com o tempo, os deuses adquiriram algumas expressões humanas: ou são masculinos, viris e ferozes, ou são femininos, da fecundidade e da vida.
Com o passar do tempo, a História da humanidade desenrolou-se num misto de história de guerras e também de religiões.
No momento histórico que estamos a viver, em que a violência se intensifica e as guerras devastadoras aumentam, os deuses voltam a ser violentos e monopolizados pelas ideologias de extrema-direita. De facto, ouve-se até o nome de Deus (do Deus cristão) ser pronunciado pela extrema-direita mundial, que aposta na violência e na rutura. E Deus teria razões para estar triste por isso, por usarem e abusarem do seu Bom Nome.
Então, nestes dias onde ainda ecoa o espírito do Natal e ainda não se esqueceram os propósitos de Ano Novo, que os crentes, ou não, imbuídos de sentimentos de vida e não de morte, de esperança e de perdão, não nos ajoelhemos diante dos deuses da morte, mas sim diante de Deus Menino, que, pelo seu nascimento, fez entoar um canto à simplicidade e à alegria de viver em liberdade, e disse um não forte ao ódio e à falta de amor.

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