Querida Filha
Enquanto viveres nesta casa, obedecerás às regras. Quando tiveres a tua casa, obedecerás as tuas próprias regras.
Aqui não governa a democracia: eu não fiz campanha eleitoral para ser tua mãe;
nem eu fiz campanha para ser o teu pai.
E tu não votaste em nós. Somos, nesta família, mãe e pai, e filho e filha, pela graça de Deus, e cada um de nós aceita respeitosamente o privilégio e a responsabilidade da sua condição. Ao aceitá-la, adquirimos a obrigação de desempenhar o papel de mãe, de pai, de filho e de filha.
Mãe e pai, irmão e irmão não são:
colega,
motorista,
caixa automática de multibanco,
nem mulher da limpeza...
Mãe é mulher, esposa, mãe e também filha, irmã, tia, etc.
Pai é homem, esposo, pai e também filho, irmão, tio, etc.
Filho é homem, filho e irmão (e neto, e sobrinho, e primo)
Filha é mulher, filha e irmã (e neta, e sobrinha, e prima)
Quando entendermos isso, saberemos ser família, uns adultos e outros (talvez ainda) crianças, responsáveis.
Vamos zangar-nos, deixar-nos-emos loucos, seremos o pior pesadelo para os outros, e, sobretudo, nós pais segui-los-emos sempre, queridos filhos, para onde quer que forem. E podem ter a certeza: não encontrarão alguém que os ame, ore e se preocupe mais do que os pais (e pai ou mãe que não o faça não é senão progenitor ou progenitora).
Não somos parceiros, as nossas idades são muito diferentes. Podemos partilhar muitas coisas, mas não somos parceiros. Ser mãe e ser pai é cem vezes mais do que ser amiga e amigo.
É claro que também somos amigos de vocês, mas o nosso nível de amiazade é completamente diferente: tudo o que fizermos e ordenarmos fazer será motivado pelo amor.
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