Os Santos da Igreja e da
Civilização do Amor (as pessoas que promovem o bem no mundo mesmo se não são
cristãs), leram a Bíblia como a História de Amor entre Deus e a Humanidade.
Na
mesma Igreja e na mesma sociedade, porém, houve e há muita gente que transmite
uma imagem de Deus que faz ter medo Dele.
A pergunta que se impõe é: Como
pudemos fazer que temêssemos a Deus, quando Ele Se aproximou de nós, Se fez um
de nós, morreu por amor a nós e ressuscitou, para nos manter unidos a Ele para sempre?
A Bíblia é clara e expressiva acerca
do Amor de Deus para connosco:
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (Jo 15, 9-17)
Disse Jesus aos seus discípulos: «Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai. Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.»
Leitura da Primeira Epístola de São
João (1 Jo 4, 7-10)
Caríssimos: Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Assim se manifestou o amor de Deus para connosco: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que vivamos por Ele. Nisto consiste o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados.
Meditação
A aceitação de Deus ou a sua rejeição depende, em grande parte, da maneira como O sentimos em relação a nós. Se percebermos Deus apenas como vigilante implacável do nosso comportamento, faremos qualquer coisa para O evitar. Mas se experimentamos Deus como um amigo que impulsiona a nossa vida, procuramos estar com Ele com alegria. Por isso, um dos maiores serviços que a Igreja pode prestar ao ser humano é ajudá-lo a passar do medo ao amor de Deus.
Sem dúvida existe um temor de Deus
que é saudável e fecundo. As Escrituras chamam-lhe «o princípio da sabedoria».
É o temor de arruinar a nossa vida fechando-nos a Deus. É o medo que nos
desperta da superficialidade e nos faz voltar para Deus.
Mas há um medo de Deus que é mau,
porque afasta cada vez mais Dele. É um medo que distorce o verdadeiro ser de
Deus, tornando-o diabólico. É um medo prejudicial, sem fundamento real, que
sufoca a vida e o crescimento saudável da pessoa.
Para muitos, esta pode ser a
mudança decisiva
Passar do temor de Deus, que só gera rejeição mais ou menos oculta, a uma confiança n’Ele que faz brotar em nós essa alegria prometida por Jesus: «Digo-vos isto para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria chegue à plenitude».
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (Jo 15, 9-17)
Disse Jesus aos seus discípulos: «Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai. Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.»
Caríssimos: Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Assim se manifestou o amor de Deus para connosco: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que vivamos por Ele. Nisto consiste o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados.
A aceitação de Deus ou a sua rejeição depende, em grande parte, da maneira como O sentimos em relação a nós. Se percebermos Deus apenas como vigilante implacável do nosso comportamento, faremos qualquer coisa para O evitar. Mas se experimentamos Deus como um amigo que impulsiona a nossa vida, procuramos estar com Ele com alegria. Por isso, um dos maiores serviços que a Igreja pode prestar ao ser humano é ajudá-lo a passar do medo ao amor de Deus.
Passar do temor de Deus, que só gera rejeição mais ou menos oculta, a uma confiança n’Ele que faz brotar em nós essa alegria prometida por Jesus: «Digo-vos isto para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria chegue à plenitude».
Fernando Félix Ferreira e José António Pagola
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