A mensagem que Jesus Cristo quer gravar no coração de cada
um dos seus discípulos na Ceia é uma convicção firme: Não vão ficar órfãos! A sua morte não vai quebrar a comunhão com Ele. Ninguém deve sentir o vazio da Sua ausência.
Os discípulos de Jesus não estão sozinhos: no centro de todas as
comunidades cristãs que celebram a Eucaristia está Cristo vivo e operante. Aqui
está o segredo da sua força.
É de Jesus Cristo que se alimenta a fé dos seus seguidores.
Não é suficiente assistir a esta Ceia. Os discípulos são convidados a «comer o
Corpo e a beber o Sangue de Jesus».
Para alimentar a nossa adesão a Jesus Cristo necessitamos de
nos reunir para escutar as suas palavras e introduzi-las no nosso coração, de
onde se tornam atitudes. Necessitamos de aproximar-nos e Comungar com Ele,
identificando-nos com o seu estilo de vida. Nenhuma outra experiência nos pode
oferecer alimento mais sólido.
Não devemos esquecer que «comungar» com Jesus é
comungar com Alguém que viveu e morreu «entregando-Se» totalmente aos outros. Jesus insiste muito
nisso: o seu Corpo é um «Corpo dado»
e o seu Sangue é um «Sangue derramado» para a salvação de todos.
É uma contradição aproximar-nos da «Comunhão» com Jesus, sem
Lhe dizer o que vamos fazer, com Ele e como Ele, para termos a Vida Eterna.
Não há nada mais central e decisivo para os seguidores de
Jesus do que a celebração desta Ceia do Senhor. A Eucaristia molda-nos, une-nos
a Jesus, alimenta-nos com a sua vida, familiariza-nos com o Evangelho,
convida-nos a viver numa atitude de serviço fraterno e sustenta-nos na
esperança do reencontro definitivo com Ele.
José Antonio Pagola, em Grupos de Jesus
Para
refletir
«Desconfio dessa gente que sabe tão bem o que Deus quer que
eles façam, quando percebo que coincide com os seus próprios desejos.» - Susan B. Anthony (Estados Unidos, 1820-1906), escritora,
professora, ativista pela afirmação das mulheres, reformadora e abolicionista.
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