«De forma alguma a masculinidade de Cristo pode ser usada para instalar uma sexuação de tipo masculino na divindade, nem para justificar um discurso sexista em relação às mulheres com base em uma antropologia androcêntrica, nem para reforçar uma imagem patriarcal de Deus", escreve Selene Zorzi, professora do Instituto Teológico Marchigiano e membro da Coordenação das Teólogas Italianas (CTI), em artigo publicado no blogue Come Se Non, e que se encontra traduzido nesta hiperligação: Sobre a masculinidade de Jesus de Nazaré. Artigo de Selene Zorzi
Algumas frases:
«É preciso considerar a masculinidade de Jesus como inclusiva e não excludente das mulheres: ela é o modo como Cristo assumiu “toda a natureza humana”, repropondo a argumentação que Agostinho aplicava a Ef 4,13, interpretando o vir pro homo. A reflexão já se encontra desenvolvida em Anselmo: «Cada homem individual, de facto, é uma pessoa. Como, então, este compreenderá que do Verbo foi assumido o homem e não a pessoa, isto é, outra natureza e não outra pessoa?»
Em Deus, portanto, existe a assunção do homo. De facto, em Cristo a Pessoa permanece sendo a divina. Mesmo as fórmulas dos símbolos de fé não confessam que Cristo se fez vir (homem), mas homo (pessoa).
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