Razões para participar ativamente na Eucaristia, em palavras simples

Depois de vinte séculos, pode ser necessário recordar alguns traços essenciais da Última Ceia de Jesus Cristo, tal como era recordada e vivida pelas primeiras gerações cristãs.

No núcleo dessa Ceia há algo que jamais deverá ser esquecido: a morte de Jesus não quebrou a comunhão com Ele. Ninguém deve sentir o vazio da sua ausência. No centro de toda a comunidade cristã que celebra a Eucaristia está Cristo vivo e operante. Aqui está o segredo da sua força.

A fé dos seguidores de Jesus Cristo é alimentada por Ele. Não basta assistir a esta Ceia. Os discípulos são convidados a «comer». 

Para alimentar a nossa adesão a Jesus Cristo, necessitamos reunir-nos para ouvir as suas palavras e guardá-las no coração; e aproximar-nos da comunhão com Ele, identificando-nos com o seu estilo de vida. Nenhuma outra experiência nos pode oferecer alimento mais sólido.

Não devemos esquecer que «comungar» com Jesus é comungar com Quem viveu e morreu «entregando-Se» totalmente pelos outros. Jesus insiste nisso: o Seu Corpo é um «corpo entregue» e o Seu Sangue é um «sangue derramado» para a salvação de todos. É uma contradição aproximar-nos da «comunhão» com Jesus e viver egoisticamente afastado dos outros.

«Jesus disse-lhes:
"Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós.
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia.
A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele.
Assim como o Pai, que vive, Me enviou e Eu vivo pelo Pai, também aquele que Me come viverá por Mim."»
(Evangelho de João 6, 51-58)

Não há nada mais central e decisivo para os seguidores de Jesus do que a celebração desta Ceia do Senhor. Devemos, por isso, cuidá-la. Bem celebrada, a Eucaristia molda-nos, une-nos a Jesus, alimenta-nos com a Sua Vida, familiariza-nos com o Evangelho, convida-nos a viver numa atitude de serviço fraterno e sustenta-nos na esperança do reencontro definitivo com Ele.

José Antonio Pagola, Grupos de Jesus

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