O próximo Jubileu
em 2025, proclamado pelo Papa Francisco com a bula A esperança não engana,
tem como lema inspirador esta mesma frase escrita pelo apóstolo São Paulo à
comunidade cristã de Roma, a fim de infundir-lhes coragem (Romanos 5, 5).
O desejo do sumo
pontífice, enunciado logo no primeiro número da bula, é que este jubileu «possa
ser, para todos, um momento de encontro vivo e pessoal com o Senhor Jesus,
“porta” de salvação (cf. João 10, 7.9), que a Igreja tem por missão anunciar
sempre, em toda a parte e a todos, como sendo a «nossa esperança» (1 Timóteo 1,
1). Todos esperam. No coração de cada pessoa, encerra-se a esperança como
desejo e expetativa do bem, apesar de não saber o que trará consigo o amanhã.
Porém, […] muitas vezes encontramos pessoas desanimadas que
olham, com ceticismo e pessimismo, para o futuro como se nada lhes pudesse
proporcionar felicidade. Que o Jubileu seja, para todos, ocasião de reanimar a
esperança!» (A esperança não engana, 1)
2024 - Ano de Oração
A caminho do
Jubileu, este ano de 2024 foi proclamado pelo Papa Francisco como ano de
oração. Por isso, no itinerário de preparação para o Jubileu, somos todos
convidados a promover e a intensificar a oração individual e comunitária.
O Dicastério para a
Evangelização preparou diversos materiais que estão disponíveis no sítio do
Jubileu www.iubilaeum2025.va/pt.html, entre eles o subsídio Ensina-nos a
rezar (aceder aqui: Ensina-nos a rezar).
O Papa Francisco, através das suas reflexões – sobretudo no ciclo de
“Catequeses sobre a Oração”, realizado entre 6 de maio de 2020 e 26 de junho de
2021, a que se pode aceder aqui As catequeses do Papa Francisco sobre a oração – recorda, em várias ocasiões, que a oração é um diálogo íntimo com o
Criador, um diálogo que parte do coração humano para chegar ao “Coração” de
Deus, à Sua misericórdia capaz de transformar a nossa vida, amplificando, na
sua simplicidade, a riqueza do magistério da Igreja.»
O Papa Francisco,
na audiência geral de 9 de junho de 2021, por exemplo, disse que a oração deve
ser para o cristão o respiro da vida espiritual, capaz de nunca ser
interrompida, nem mesmo enquanto dormimos, e sem a qual faltaria aquele ato
vital que nos põe em relação com o Pai.
O Catecismo da
Igreja Católica afirma que a oração é «a relação viva dos filhos de Deus com o
seu Pai infinitamente bom, com o seu Filho Jesus Cristo e com o Espírito Santo»
(CIC 2565). Neste diálogo, os fiéis não só falam a Deus, mas também aprendem a
escutá-Lo. A oração torna-se, assim, a ponte entre o Céu e a terra, um lugar de
encontro onde o coração do homem e o coração de Deus se entrelaçam num diálogo
de amor incessante, um momento de escuta e resposta, onde os fiéis se abrem à
vontade e à orientação do Senhor.
Os dois passos do peregrino: orante e ativa esperança
Sejamos peregrinos
em orante e ativa esperança, em caminho como comunidade cristã que se deixa
encontrar por Jesus, razão da nossa Esperança, Fé e Caridade.
Padre Quim Moreira e Fernando Félix, em «Família Comboniana»
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