Assim foi a vida do pai Francisco Monteiro: «Fé inabalável e uma vontade imensa de se dedicar aos outros»

O bisavô escreveu um dia: 
«A Fé é a luz que ilumina a razão, que norteia os homens na marcha confusa da vida.
Onde a Fé vacila, vacila tudo: vacila a ciência, vacila a arte, vacila a justiça.
Só a Fé é inabalável, e, inabalavelmente sustenta as grandes obras do espírito humano.»
 
Assim foi a vida do pai. Com uma fé inabalável e uma vontade imensa de se dedicar aos outros.
 
A sua alegria ao ver-nos, a todos contagiava.
 
A sua energia movia montanhas, derrubava árvores e até as canas, (que tanta falta faziam), para que a Rosemary pudesse ver a falésia.
Ofereceu também grande parte da sua energia ao mundo, procurando, a cada dia, embelezá-lo e torná-lo casa de todos.
 
Abraçando nobres causas, a sua vida inspirará cada um de nós a apreciar e a cuidar da diferença.
 
Foram tantas as vezes que vimos o pai a não vacilar perante a morte de um dos tios que, se alguma certeza temos na vida, é a da crença do pai na vida para além da morte.
 
Sabemos que o pai partiu em paz e assim o guardaremos no coração…sereno, confiante de que, junto de Deus, nada lhe faltaria.
 
Agradecemos muito a vida do pai e toda a sua dedicação incondicional à Zé, a nós e aos seus queridos netos e irmãos.
 
E como a avó Migalha um dia escreveu:
«A vida passa depressa…
 
Não temas a noite escura…
Espera sempre que amanheça!
É noite, mas vem o dia!
- O tempo… passa depressa!
 
Estás cansada de viver?
Já nada ou pouco te interessa!
Não tenhas pressa, não tenhas…
- que o tempo passa depressa!
 
Não penses tanto no mundo,
Talvez ele não mereça!
Mais vale pensar nas estrelas …
- E o tempo passa depressa!
 
Não feches as tuas asas!
Que nada, nada te impeça
De voar sempre mais alto!
- E o tempo passa depressa!-
 
Tem por guia a estrela d’alva!
Não deixes que ela anoiteça!
A luz é força na Vida!
- E o tempo passa depressa!
 
Não chores, embora a vida
Muitas vezes te entristeça!
A vida é estrela cadente…
- … Por isso passa depressa!
 
Temos um mundo d’estrelas,
Na vida que Deus nos deu!
Sendo estrelas, são diferentes
Das estrelas lindas do Céu!
 
Se as queremos ver tão serenas
E lindas como as do Céu,
Às estrelas que trazemos,
Na vida que Deus nos deu,
 
Temos nós de as acender
Com o tempo que Deus nos deu!
 
Depois… deixá-las voar,
Como pombas, para o Céu!
 
E então… olhando as estrelas,
Lindas… serenas… do Céu…
Lá vemos também aquelas,
Da vida que Deus nos deu!»
 
Memória vivencial proclamada por Mónica Monteiro, filha de
Francisco Manuel Pimenta de Sousa Monteiro (22/05/1938-18/09/2024),
na missa de velório, na Basílica da Estrela, a 20 de setembro de 2024

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