Teremos de aprender que a Alegria e Tristeza viajam sempre juntas, lado a lado, de mãos dadas no lago das Memórias
Há uma frase do filme Divertida Mente 2 que é muito interessante. Numa cena, a Tristeza pergunta timidamente à Alegria se ela pode descer com ela para o lago das Memórias. Em resposta, a Alegria segura na mão da Tristeza e diz à sua amiga: «Claro! Lembra-te, Tristeza, onde eu for, tu também irás.»
Refletir sobre esta cena
Algumas pessoas gostam de dizer que até têm medo de ser tão felizes, porque sabem que, depois da felicidade, vem a tristeza.
Ora bem, isso não é forma de viver, nem é verdade. Uma não segue a outra, alternadamente. A Alegria e Tristeza viajam sempre juntas, lado a lado, de mãos dadas. Não podemos apreciar uma sem conhecer a outra.
Seja nos dias mais tristes, seja nos dias mais alegres, se estivermos bem atentos, haverá sempre, nos primeiros, alguma alegria e, nos segundos, alguma tristeza.
Em consequência, quando dizemos que somos gratos pela vida, não podemos ser gratos apenas pelos momentos alegres, devemos ser gratos até pelas experiências tristes.
Devemos estar gratos por tudo. A alegria e a tristeza levam-nos (ou nós levamo-las) à medida que avançamos de uma fase da vida para a outra.
Quando temos boas memórias e/ou sentimos saudade, é porque estamos a unir as duas emoções: a alegria e a tristeza.
Na Bíblia, a verdadeira alegria vem de Deus, que também chora. Jesus chora ao ver a angústia daqueles que Ele ama: Marta e Maria na morte do seu irmão Lázaro (João 11, 32-36); chora ao olhar para Jerusalém que não se converte (Lucas 19, 41-42); chora antes da crucificação: «Nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedade» (Hebreus 5, 7)».
Mas Jesus diz aos seus discípulos: «Em verdade, em verdade vos digo: haveis de chorar e lamentar-vos, ao passo que o mundo há de alegrar-se. Vós haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza há de converter-se em alegria! A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque chegou a sua hora; mas, quando deu à luz o menino, já não se lembra da sua aflição, com a alegria de ter vindo um homem ao mundo. Também vós vos sentis agora tristes, mas Eu hei de ver-vos de novo! Então, o vosso coração há-de alegrar-se e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria» (João 16, 20-22)
O Apóstolo Paulo, na Carta aos Filipenses (Fl 4, 4), anima os cristãos: «Alegrai-vos sempre no Senhor! De novo o digo: alegrai-vos!»
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