«Querido Deus, quando eu estiver sem paciência e não conseguir acreditar que tudo vai melhorar, confio que Tu me lembrarás que o Teu tempo é perfeito, assim como todos os Teus planos. Fortalece minha fé, a minha esperança e meu amo, para que eu possa confiar cada vez mais no que tens reservado para mim e coopere Contigo com alegre e ativa esperança. Amém!»
Somos desesperançados?
Esperança é uma dimensão fundamental da vida humana, aquela dimensão que faz da nossa vida
uma obra inacabada e uma tarefa permanente.
Sem esperança a vida humana torna-se impossível. Homem e mulher são seres de esperança. Todavia, por ‘n’ razões, tornamo-nos desesperançados: cedemos ao fatalismo, ao conformismo, à resignação.
Mas a
esperança renasce sempre, quando menos se espera e de onde menos se
espera. E a razão última ou a fonte última dessa esperança, como indica o Papa
Francisco na encíclica Laudato Si’, é a presença salvífica e re-criadora do
Espírito de Deus no mundo. A garantia do cumprimento da promessa do Senhor nos enche de esperança e alegria.
Por isso, a esperança é a característica dos que creem, mesmo no meio de tantas tribulações e fraquezas humanas, porque a esperança é a garantia de que Deus vem salvar-nos.
Esperança ativa e criativa que transforma o mundo
Mas Deus quer contar com uma ação positiva da nossa parte: o nosso sim pela vida, a nossa colaboração, para reagirmos e ajudarmos os outros a fazer o mesmo.
Pensemos naqueles dois anciãos do Evangelho, Simeão
e Ana: nunca se cansaram de esperar e viram-se abençoados pelo encontro com o Messias, Jesus, levado ao
Templo pelos seus pais.
Mas a esperança sozinha não transforma o mundo. Não basta querer
e sonhar. É preciso ousar, arriscar, inventar… Permanecem unidas “estas três
coisas: a fé, a esperança e o amor; mas a maior de todas é o amor” (1 Coríntios 13, 13).
Quando notamos que estamos com muito medo é sinal de que precisamos de aumentar ainda mais a nossa confiança (fé, esperança e amor) em Deus!
A esperança ativa e criativa que transforma o mundo tem, pelo menos, duas facetas.
É crítica na denúncia e na luta contra todas as formas de opressão, injustiça, exploração e negação de direitos.
É criativa na construção de novos padrões de pensamento e de vida, tendo como modelo a Palavra de Deus.
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