Conversão é mudança de perspetiva e de hábitos: alguns exemplos do que era outrora e do que é agora a mentalidade da Igreja
agora, rezamos cantando a Deus de gratidão porque acordámos
e, tal como o sol que nasce e percorre a terra cumprindo a sua missão, vamos
realizar a nossa tarefa.
– outrora, rezávamos a Deus para que Ele nos amasse;
agora, cantamos a Deus porque Ele nos ama.
– outrora, íamos à Igreja para que Deus nos salvasse;
agora, somos Igreja, porque fomos salvos.
– outrora, pensávamos que fora da Igreja não havia salvação;
agora, sabemos que a salvação, ilustrada nos Evangelhos com a
imagem do banquete (Ver Mateus 22, 1-14 e Lucas 14, 15-24) é a causa da existência
da Igreja e da sua missão em saída, levando o convite a todos para o banquete.
– outrora, fazíamos teologia para alcançar conhecimento acerca
do amor de Deus;
agora, fazemos teologia porque fomos alcançados pelo amor do
Deus que nos conhece.
– outrora, o ministro ordenado na Igreja parecia ser a chave
que ligava o Céu à Terra: sem a sua oração não havia bênção, nem consagração,
nem presença real de Cristo;
agora, o ministro ordenado é testemunha, apontando para o
Reino de Deus já presente e ainda não completado.
– outrora, a comunidade dos fiéis era “rebanho obediente”, submissa
ao ministro ordenado e preocupada em satisfazer as suas vontades;
agora, os fiéis são sacerdotes, profetas e reis e têm
carismas, formando junto com os ministros ordenados o corpo de Cristo.
– outrora, evangelizar era dizer às pessoas o que elas
deveriam fazer para serem salvas;
agora, a evangelização brota da gratidão e da alegria do
encontro com o Senhor, o Bom Pastor, o Salvador. Evangelizar é testemunhar o
Evangelho que é a pessoa de Jesus Cristo.
– outrora, pensávamos que éramos nós quem fazia alguma
oferenda a Deus;
agora, sabemos que Dele tudo recebemos, a começar pela vida.
E todas as nossas ofertas a Deus são uma correspondência ao amor recebido:
«Amai como Eu vos amo.»
– outrora, pensávamos que a morte de Cristo na cruz era o
sacrifício agradável a Deus;
agora, sabemos que sacrifício, como ato santificante, é o
amor levado até à última consequência: o dar a vida por aqueles que ama – «Ninguém
me tira a vida; sou Eu que a ofereço livremente» (João 10, 18).
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