Há em Espanha e no México imagens chamadas Cruz do Perdão (a da foto está no Santuário de Nuestra Señora de San Juan de los Lagos no México). Mostram Jesus crucificado com o seu braço direito descravado da Cruz e descaído.
A estas imagens está associada uma história.
Conta-se que, aos pés de um grande crucifixo junto ao confessionário de uma igreja de povoado, um pecador confessou os seus pecados e o padre hesitou em absolvê-lo, porque o pobre homem recaía sempre nas mesmas faltas. O sacerdote administrou-lhe o perdão de Cristo, mas repetiu:
— Procura não recair mais.
O penitente prometeu. Mas era fraco — e recaiu. Tornou, então, ao sacerdote, que o acolheu desta vez com severidade:
— Desta vez não te absolvo!
O penitente replicou:
— Quando eu prometi, fui sincero. Mas também sou fraco. Padre, dê-me a absolvição!
E novamente o confessor o perdoou, mas reforçou com ênfase:
— É a última vez!
Algum tempo depois, o penitente voltou. O sacerdote foi áspero:
— Você recai sempre! O seu propósito não é sincero.
O penitente respondeu:
— É verdade, padre, que eu recaio sempre, porque sou fraco, porque sou doente. Mas o meu arrependimento é sincero!
O padre, porém, não recuou:
— Não. Não há perdão para você.
Do Crucifixo, no entanto, ouviu-se um pranto. O Cristo Crucificado desprendeu a mão direita da cruz e, levantando-a, traçou sobre a cabeça daquele pecador o sinal da absolvição. Ao mesmo tempo, a voz que vinha da cruz disse ao sacerdote:
— Fui Eu quem derramou sangue por ele, não tu!
Fonte: Internet
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