As cartas de Deus que não lemos - sugestão de um filme

«Cada pessoa é uma Carta de Amor que Deus nos escreve. Algumas cartas lemos, algumas lemos e respondemos. Outras, nem sequer abrimos.» (Patrícia Assmann, escritora brasileira)

Para ver o filme, clicar no texto em russo na imagem 
(terceira linha):
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O filme “A Loja da Esquina” (The Shop Around The Corner, de 1940), do alemão Ernst Lubitsch, conta-nos a história da loja de Hugo Matuschek (interpretado por Frank Morgan), em Budapeste, na Hungria da década de 1930.
 
A loja é um reputado negócio de bairro, onde os clientes afluem com gosto, especialmente no Natal, época em que decorre o filme.
 
Entre os vários empregados, que se conhecem a todos como família, trabalha Alfred Kralik (interpretado por James Stewart) que se corresponde secretamente com uma mulher que não conhece, e pela qual se sente apaixonar.
 
A dinâmica muda com a contratação de Klara Novak (interpretada por Margaret Sullavan), que entra em colisão diária com Kralik, visto como um filho por Matuscheck. Só que, sem que Klara o saiba, Kralik descobre que é com ela que ele se tem correspondido.
 
O enredo gira em torno da simples ideia de que duas pessoas podem odiar-se mutuamente, simplesmente porque não dão oportunidade para se conhecerem, o que, neste caso até fazem epistolarmente, com um resultado diametralmente oposto.
 
Vindo dos anos 1930, espanta como o tema é ainda mais atual hoje em que a comunicação virtual faz com que cada vez mais as pessoas se conheçam e interajam à distância.
 
O filme demonstra que, entre o que se diz e não diz, o que se mostra e não mostra, as pessoas são as tais cartas que não lemos, que não se conhecem, estando frente e frente.

NotaPara ativar as legendas em português
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