«Jesus respondeu-lhes: "Quem é minha Mãe e meus irmãos?" E, olhando para aqueles que estavam à sua volta, disse: "Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática."» (Evangelho segundo São Lucas 8, 21; Mc 3, 31-35; Mt 12,46-50).
Para Jesus, em primeiro lugar está a família humana: uma
sociedade que escuta o plano de vida pensado por Deus e, por isso, na prática, se torna mais fraterna, justa e solidária, tal como Deus quer. Esse é desafio de Deus à nossa fé.
Como são nossas
famílias?
O que está a acontecer nas nossas famílias? Cuida-se da fé,
recorda-se Jesus Cristo, aprende-se a rezar, ou somente se transmite
indiferença, incredulidade e vazio de Deus?
São as nossas famílias uma comunidade de vida e amor, onde
as novas gerações podem ouvir o apelo do Evangelho à fraternidade universal, à
defesa dos abandonados e à procura de uma sociedade mais justa? Ou tornaram-se
a escola mais eficaz de indiferença, inibição e passividade egoísta diante dos
problemas de outras pessoas, fechadas exclusivamente nos seus próprios
interesses?
As nossas famílias educam para a solidariedade, a busca da
paz, a sensibilidade para com os necessitados, a compaixão, ou ensinam a viver
para o bem-estar insaciável, o máximo lucro e o esquecimento dos demais?
As nossas famílias educam para viver segundo uma consciência
moral responsável, sadia, coerente com a fé cristã, ou favorecem um estilo de
vida superficial, sem metas nem ideais, sem critérios nem sentido último?
José António Pagola, em Grupos de Jesus
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