Reflexão sobre Jesus nas bodas de Caná: «Aqueles de nós que acreditam em Jesus devem ter uma visão de vida e uma fé bem-humorada, que contagie entusiasmo»
As bodas de Caná (João 2, 1-11) são, segundo o
esquema do evangelista São João, o primeiro dos sete sinais com que Jesus manifestou
a Sua Glória e os discípulos acreditaram Nele. E «a única glória que Jesus
admite é a amor de Deus manifestado Nele. A glória de Deus consiste na nova
relação de Deus connosco, fazendo de nós filhos, capaz de amar como Ele ama»
(Frei Marcos); glória de Deus que é sempre a felicidade dos seus filhos.
No relato, há uma frase do
mordomo que ajuda a entender o sinal de Jesus: «Tu guardaste o vinho bom até
agora» (Jo 2, 10).
No tempo de Jesus, havia uma
crença de que o vinho criado no início do mundo no paraíso seria mantido como
um vinho de reserva até aos dias do Messias.
[Esta crença tem-se mantido nos nossos hábitos: algumas garrafas de um vinho de uma excelente colheita são mantidas para abrir no casamento do filho ou no batismo do neto, ou em outro evento considerado digno de glória].
O vinho de Deus foi, pois, uma grande reserva por séculos, pelo amor com que foi mantido. E a vinda do Messias era, pois, a grande festa e para ela o vinho guardado seria servido.
É isso o que o texto de São João parece
significar: estamos no tempo de Jesus. Deve ser um momento de alegria e
felicidade, uma ocasião para tirar o vinho da reserva.
Aqueles de nós que acreditam em
Jesus devem ter uma visão de vida e uma fé bem-humorada, festiva e alegre. A
certeza de que o Compassivo veio à nossa casa deve fazer-nos felizes por dentro e
por fora.
Como viver uma fé
bem-humorada?
Não ser tóxicos, não amargurar nem ficar amargos: porque há cristãos cuja opção parece ser a da Quaresma sem a Páscoa, como diz o Papa Francisco. Não espalhar desânimo, boatos ou tristeza. Procurar ser moderadamente jovial, positivo.
Tirar proveito das pequenas
alegrias: fazer uma lista diária do que podemos desfrutar todas as manhãs: podemos
ver, andar, ler, orar, amar, caminhar, contemplar a Natureza, respirar, cantar,
comer, etc. As possibilidades de encontrar alegria e partilhá-la são infinitas.
Ter uma visão positiva do momento
atual: porque tudo parece induzir o pessimismo e as mudanças que estão a ocorrer
no mundo não vão na direção da alegria. Mas, com Deus, aprendemos a ver, entre
tantas más notícias, a evidência de que o bem surge imparável em muitos
cenários.
São Francisco disse aos seus
irmãos: «Não é bom que o crente pareça triste diante dos seus semelhantes, mas
sempre gentil. Os teus pecados examina-os no teu quarto e chora-os diante de
Deus. Mas quando estiveres com os teus irmãos, regozija-te com eles.» Vamos pôr
bondade na nossa vida e o melhor rosto possível em cada situação, e isso
contribuirá para uma boa convivência e será mais fácil falar/dar testemunho de Jesus.
[Esta crença tem-se mantido nos nossos hábitos: algumas garrafas de um vinho de uma excelente colheita são mantidas para abrir no casamento do filho ou no batismo do neto, ou em outro evento considerado digno de glória].
O vinho de Deus foi, pois, uma grande reserva por séculos, pelo amor com que foi mantido. E a vinda do Messias era, pois, a grande festa e para ela o vinho guardado seria servido.
Não ser tóxicos, não amargurar nem ficar amargos: porque há cristãos cuja opção parece ser a da Quaresma sem a Páscoa, como diz o Papa Francisco. Não espalhar desânimo, boatos ou tristeza. Procurar ser moderadamente jovial, positivo.
Fidel Aizpurua Donazar, em FéAdulta
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