Um dia, apareceu um homem no horizonte e reacendeu as brasas da nossa esperança adormecida

Um dia, apareceu um homem no horizonte
e reacendeu as brasas da nossa esperança adormecida.

Um dia, apareceu um homem que tinha magia na voz,
calor nas suas palavras e fascínio na sua mensagem.

Um dia, apareceu um homem com esperança nos seus gestos,
com a força do seu ser e com um coração grandioso.

Um dia, apareceu um homem, que falava como ninguém,
convidando-nos a mudar de vida e a converter-nos.

Um dia, veio um homem que rompeu os nossos esquemas
para nos tornar sonhadores, ternos e livres.

Um dia, apareceu um homem tão simples e humilde
que nunca se considerou o centro das suas acções.

Um dia, apareceu um homem que estabeleceu um diálogo sincero
porque não procurava elogiar-se nem enganar-nos.

Um dia, apareceu um homem que tomou a iniciativa
e abriu uma brecha na nossa vida e história.

Um dia, apareceu um homem que se aproximou
dos mais pobres e marginalizados dos seus irmãos.

Um dia, apareceu um homem que nos convidou
a ser seus discípulos e a confiar em Deus.

Um dia, apareceu um homem que nos deu a capacidade
e nos ensinou o caminho para ser filhos de Deus.

Um dia, apareceu um homem, na sua terra,
não pôde realizar milagres porque não havia fé.

Um dia, apareceu um homem tão próximo e transparente
que tudo era reflexo e presença de Deus.

Um dia, vieste tu, Jesus.
Vem hoje também, Senhor.

Florentino Ulibarri, em Fé Adulta 
(Tradução de Marcelino Paulo Ferreira)

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