Como Lucas já nos tinha dito na cena da sinagoga de Nazaré
(Lc 4,14-30), Jesus sente-se enviado numa missão
Junto ao lago de Genesaré (Lc 5, 1-11), as pessoas afluem para O escutar porque a sua mensagem soa a boa nova, oferece esperança e sentido e, sobretudo, porque anuncia um Deus que não condena nem se rodeia de perfeitos, mas que perdoa e consola, acolhe e escuta, colocando no centro das suas preocupações os que sofrem, os excluídos e os invisíveis.
Não é suficiente escutar, é preciso compromisso
Pedro e os seus companheiros estão ocupados com o árduo trabalho de refazer e guardar as redes depois de uma longa noite de pesca que deu poucos frutos. Eles simpatizam com a mensagem de Jesus e certamente ouviram-na enquanto pescavam, mas estavam ainda muito ocupados com a árdua tarefa de sobreviver, de ganhar a vida para si e para as suas famílias.
Jesus conhece e compreende as suas preocupações, mas sente que pode pedir-lhes algo mais. Aproxima-se deles e entra num dos seus barcos para continuar a ensinar. Com este gesto, chama a atenção deles e oferece-lhes um novo sentido e um novo objetivo para as suas vidas.
Ao escutarem Jesus, estes homens descobrem que resignar-se ao que existe apenas perpetua o seu fracasso e a sua impotência. Lançar de novo as redes e lançá-las mais longe do que tinham planeado é um ato de confiança que envolve risco e ousadia, mas que lhes permite apanhar um peixe melhor. O milagre é possível porque eles confiam, não tanto nos conhecimentos de pesca de Jesus, mas na sua palavra que os empurra para um novo começo.
A pesca abundante fê-los compreender que não bastava ouvir Jesus e comover-se com as suas palavras; era preciso comprometer-se com a sua causa e construir uma comunidade com Ele. Era esse o objetivo do convite para serem pescadores de homens...
Acreditar faz olhar mais fundo e mais longe
Para Lucas, este episódio é um convite ao discipulado. Pedro é apresentado como uma figura paradigmática que encarna o processo de se tornar discípulo e de se juntar à nova família do Reino que Jesus propõe. Inicialmente, Pedro reconhece em Jesus um mestre que lhe oferece uma mensagem nova e desafiadora, mas as suas expectativas não vão além do que a vida lhe oferece. O seu encontro com Jesus tinha-o entusiasmado e reforçado as suas esperanças, mas não tinha em mente mudanças significativas.
Naquele dia, no lago, tudo muda. O convite para remar mais para dentro fá-lo repensar as suas coisas e deixa de ser um ouvinte para se tornar um discípulo. Agora, já não se trata de melhorar a sua existência, mas de se empenhar na transformação da realidade para que a Boa Nova de Jesus chegue até aos confins do mundo. Para isso, é preciso deixar tudo o que o prende ao seu pequeno espaço quotidiano e dispor-se a seguir Jesus. Não só pelos caminhos da Galileia, mas até Jerusalém. Não apenas para ajudar na missão, mas para ser missão.
Confiar em Jesus e lançar de novo as redes encheu-o de admiração, mas não foi isso que o mudou. O que o mudou foi ter descoberto, através desse acontecimento, quem era realmente Jesus e o que significava juntar-se à sua missão.
Em circunstâncias diferentes e longe dos inícios, os membros da comunidade lucana podem encontrar na figura de Pedro a sua própria experiência e, a partir daí, discernir o seu caminho de discipulado e o seu envolvimento na missão. Descobrir Pedro a acolher o chamamento de Jesus é, para eles, um impulso para o seu próprio processo.
Podem também escutar Jesus que os chama a fazer-se ao largo, a não desistir das suas tentativas e a continuar a confiar na Boa Nova de Jesus na sua própria realidade e nos seus desafios concretos.
Junto ao lago de Genesaré (Lc 5, 1-11), as pessoas afluem para O escutar porque a sua mensagem soa a boa nova, oferece esperança e sentido e, sobretudo, porque anuncia um Deus que não condena nem se rodeia de perfeitos, mas que perdoa e consola, acolhe e escuta, colocando no centro das suas preocupações os que sofrem, os excluídos e os invisíveis.
Não é suficiente escutar, é preciso compromisso
Pedro e os seus companheiros estão ocupados com o árduo trabalho de refazer e guardar as redes depois de uma longa noite de pesca que deu poucos frutos. Eles simpatizam com a mensagem de Jesus e certamente ouviram-na enquanto pescavam, mas estavam ainda muito ocupados com a árdua tarefa de sobreviver, de ganhar a vida para si e para as suas famílias.
Jesus conhece e compreende as suas preocupações, mas sente que pode pedir-lhes algo mais. Aproxima-se deles e entra num dos seus barcos para continuar a ensinar. Com este gesto, chama a atenção deles e oferece-lhes um novo sentido e um novo objetivo para as suas vidas.
Ao escutarem Jesus, estes homens descobrem que resignar-se ao que existe apenas perpetua o seu fracasso e a sua impotência. Lançar de novo as redes e lançá-las mais longe do que tinham planeado é um ato de confiança que envolve risco e ousadia, mas que lhes permite apanhar um peixe melhor. O milagre é possível porque eles confiam, não tanto nos conhecimentos de pesca de Jesus, mas na sua palavra que os empurra para um novo começo.
A pesca abundante fê-los compreender que não bastava ouvir Jesus e comover-se com as suas palavras; era preciso comprometer-se com a sua causa e construir uma comunidade com Ele. Era esse o objetivo do convite para serem pescadores de homens...
Acreditar faz olhar mais fundo e mais longe
Para Lucas, este episódio é um convite ao discipulado. Pedro é apresentado como uma figura paradigmática que encarna o processo de se tornar discípulo e de se juntar à nova família do Reino que Jesus propõe. Inicialmente, Pedro reconhece em Jesus um mestre que lhe oferece uma mensagem nova e desafiadora, mas as suas expectativas não vão além do que a vida lhe oferece. O seu encontro com Jesus tinha-o entusiasmado e reforçado as suas esperanças, mas não tinha em mente mudanças significativas.
Naquele dia, no lago, tudo muda. O convite para remar mais para dentro fá-lo repensar as suas coisas e deixa de ser um ouvinte para se tornar um discípulo. Agora, já não se trata de melhorar a sua existência, mas de se empenhar na transformação da realidade para que a Boa Nova de Jesus chegue até aos confins do mundo. Para isso, é preciso deixar tudo o que o prende ao seu pequeno espaço quotidiano e dispor-se a seguir Jesus. Não só pelos caminhos da Galileia, mas até Jerusalém. Não apenas para ajudar na missão, mas para ser missão.
Confiar em Jesus e lançar de novo as redes encheu-o de admiração, mas não foi isso que o mudou. O que o mudou foi ter descoberto, através desse acontecimento, quem era realmente Jesus e o que significava juntar-se à sua missão.
Em circunstâncias diferentes e longe dos inícios, os membros da comunidade lucana podem encontrar na figura de Pedro a sua própria experiência e, a partir daí, discernir o seu caminho de discipulado e o seu envolvimento na missão. Descobrir Pedro a acolher o chamamento de Jesus é, para eles, um impulso para o seu próprio processo.
Podem também escutar Jesus que os chama a fazer-se ao largo, a não desistir das suas tentativas e a continuar a confiar na Boa Nova de Jesus na sua própria realidade e nos seus desafios concretos.
Carme Soto Varela, em Fé Adulta
Um pormenor a ter atenção
Se Jesus começa a ensinar do barco e as pessoas estão na
praia, isso significa que o ensino de Jesus é recebido por pessoas que olham
para os pagãos. Eles, os judeus, que acreditam que os pagãos são simplesmente
condenados ao inferno, têm que ouvir o evangelho olhando para eles. É como se
Jesus quisesse dizer: meu evangelho é para todos, não faz sentido construir
muros, quem crê em mim tem que ser uma pessoa com a mente aberta para todos.
Apelar hoje à abertura, ao universalismo, à mentalidade de
uma família humana, de uma casa comum é mais necessário do que nunca, porque há
muito fechamento em nós. Como cultivar essa mente aberta que parece nos pedir o
evangelho?
Fidel Aizpurua Donazar, em Fé Adulta
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