Gostaria de uma oração mais positiva, como: «Senhor, sou digno de que entres em minha casa, porque uma palavra tua foi suficiente para me salvar»

Ato penitencial na Missa
O sacerdote introduz a confissão com estas palavras ou outras semelhantes: Confessemos os nossos pecados.
Dizem todos juntos a fórmula de confissão geral:
Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos, que pequei muitas vezes, por pensamentos e palavras, atos e omissões, e, batendo no peito, dizem:
por minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa.
e continuam:
E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos, e a vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.
Segue-se a absolvição do sacerdote: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
O povo responde:
Ámen.
Estamos num grande tribunal. No centro e acima, Deus. À volta e em baixo, Maria, os anjos, os santos e a comunidade dos irmãos. Confessamo-nos a Deus Todo-Poderoso, para que Ele nos perdoe. Mas como não confiamos e temos medo, pedimos a Maria, aos irmãos, aos santos, aos anjos que intercedam por nós. Temo-los como nossos advogados.
 
Será que não confiamos em Deus? Não experimentamos que Ele perdoa, sempre e em todas as ocasiões? Deus é sempre perdão. Depende de nós aceitarmos ou não o seu perdão.
 
Eu não o rezo, porque me fio e confio no Pai misericordioso que vem sempre ao meu encontro como filho pródigo e confio no seu perdão e que me concede o seu anel, porque me ama sempre e em todas as ocasiões.
 
Confio em Deus, que é todo bondoso e misericordioso. É como quando rezo na Eucaristia:
«Senhor, sim, sou digno de que entres em minha casa, porque uma palavra tua foi suficiente para me salvar.»
Vejo-o mais como positivo.
 
E dá a impressão de que no substrato da Igreja prevalece o sentido do pecado. Ela não nos anuncia a alegria de Deus.
 
Podemos vê-lo numa outra oração muito popular, a Salvé Rainha:
«A Vós bradamos, os degredados filhos de Eva. A Vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas.»
Tão triste é a vida... O que antes era um género literário é agora aceite como uma verdade de fé e nós manifestamo-lo na oração. E também pedimos ajuda a Maria «para que sejamos dignos das promessas de Cristo». Com Jesus ressuscitado tudo nos é possível.
 
Gostaria de uma oração mais positiva. Como – digo-o a toda a hora – o Magnificat”. Reconhecer-nos abençoados por Deus e cheios do seu amor no mundo dos pobres e dos desfavorecidos. Isso leva-me mais a um compromisso com Deus para o bem dos irmãos.
 
Gostaria de mudar as orações da nossa fé.

Gerardo Villar, em Fé Adulta

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