Reflexão criada por inteligência artificial acerca do Evangelho de Lc 6, 39-45: «Poderá um cego guiar outro cego?»; «Cada árvore conhece-se pelo seu fruto»
Naquele tempo, disse Jesus aos discípulos a seguinte parábola: «Poderá um cego guiar outro cego? Não cairão os dois nalguma cova? O discípulo não é superior ao mestre, mas todo o discípulo perfeito deverá ser como o seu mestre. Porque vês o argueiro que o teu irmão tem na vista e não reparas na trave que está na tua? Como podes dizer a teu irmão: ‘Irmão, deixa-me tirar o argueiro que tens na vista’, se tu não vês a trave que está na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e então verás bem para tirar o argueiro da vista do teu irmão. Não há árvore boa que dê mau fruto, nem árvore má que dê bom fruto. Cada árvore conhece-se pelo seu fruto: não se colhem figos dos espinheiros, nem se apanham uvas das sarças. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, da sua maldade tira o mal; pois a boca fala do que transborda do coração».
Hipocrisia, falta de autocrítica e projeção nos outros
Atualmente, num mundo saturado de opiniões rápidas, redes sociais e debates polarizados, esta mensagem parece mais relevante do que nunca. Vivemos numa época em que é fácil apontar o argueiro nos olhos dos outros - os defeitos dos outros - enquanto ignorando as “traves” que nós próprios carregamos.
A hipocrisia, a falta de autocrítica e a tendência para projetar as nossas inseguranças são armadilhas comuns em que caímos, seja em discussões políticas, sociais ou mesmo interpessoais. Jesus desafia-nos a olhar primeiro para dentro, a cultivar uma “árvore boa” no nosso coração, para que as nossas palavras e ações reflictam a verdadeira bondade e não a mera aparência em si.
Frutos de qualidade
Além disso, a metáfora do fruto fala-nos de resultados concretos. Em 2025, enfrentamos desafios globais como as alterações climáticas, a desigualdade e a desinformação. Que frutos estamos a produzir como indivíduos e como sociedade? Esta passagem leva-nos a perguntar a nós próprios se as nossas intenções e obras estão alinhadas com o Plano de Deus, se estamos a ser guias de confiança ou simplesmente cegos que arrastam outros para o “poço”. É um apelo à humildade, à reflexão honesta e a viver de uma forma que inspire os outros, não pela ostentação, mas pela qualidade do que brota de nós.
Bússola para navegarmos na complexidade dos dias
Em suma, Lucas 6, 39-45 oferece-nos uma bússola para navegarmos na complexidade dos dias de hoje: antes de falarmos, julgarmos ou liderarmos, certifiquemo-nos de que o nosso interior está em ordem. Só então poderemos dar frutos que valham realmente a pena.
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